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Revolução no Equador? Indígenas marcham rumo ao palácio presidencial em Quito (Vídeo) e escorraçam a Polícia e o exército das ruas

Mais de 5.000 pessoas estão mobilizadas na capital equatoriana, com outros grupos vindos do norte prestes a chegar à cidade; presidente transferiu governo para Guayaquil

Lenin Moreno Foi Vice Presidente de Rafael Correa, que fez transformações e políticas que acabaram com a pobreza no Equador. Concorreu a Presidência, sucedendo Rafael Correa, com o apoio deste. Eleito Presidente, traiu o programa que o elegeu e se submeteu a mesma lógica golpista pautado pelo discurso do “combate a corrupção”. Agora pode ser apeado do poder pelas forças populares. Mas em tempos de Guerra Hibrida, quem pode garantir que ali não esteja havendo um day after como a das mobilizações da Praça Tahir no Egito, que haviam parido uma eleição democrática, que elegeu Mursi. Não sendo do agrado do Capital financeiro, via Redes Sociais seguraram o povo nas ruas, até derrubar Murci e estabelecer uma nova Ditadura Militar no Egito? A ver.

De toda forma, é interessante ver a volta das mobilizações populares na América Latina, como esta do Equador, ou como o avanço eleitoral de Fernandez na Argentina.

Enquanto isto vou confiando no Breno Altman Do OPERA MUNDI, pra acompanhar os acontecimentos.

Milhares de manifestantes indígenas, que chegaram a Quito vindos das zonas andinas do centro e do norte do país, marcham nesta terça-feira (08/10) em direção ao palácio presidencial para pressionar o presidente do Equador, Lenín Moreno, a desistir do fim do subsídio aos combustíveis e do pacote econômico acertado ao FMI.

Em meio a gritos de “Avante a Greve!”, “Fora Moreno e suas medidas!” e “Daqui não saímos!”, os indígenas avançam até o Palácio de Carondelet, no centro histórico da cidade, saindo da concentração no parque El Arbolito, que fica a cerca de 2 km do local. Na noite de segunda (07/10), Moreno saiu do palácio e transferiu a sede do governo para a cidade litorânea de Guayaquil, onde tem apoiadores políticos, como o ex-prefeito (e presidenciável) Jaime Nebot.

Um porta-voz da organização Confederação de Nacionalidades Indígenas afirmou que, até o momento, mais de 5.000 pessoas estão mobilizadas na capital equatoriana, com outros grupos vindos do norte prestes a chegar à cidade. Além dos indígenas, participam das movimentações grupos de esquerda, sindicalistas e jovens de diversas agremiações de oposição.

Há registros de marchas e manifestações em outras cidades do país, como em Puyo (a 239 km de Quito) 

CONAIE/Twitter
Indígenas, em foto desta segunda (07/10), em direção a Quito: grupo está na capital e se dirige ao palácio presidencial

Juan Vareles, presidente da Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) da região de Guayas, confirmou a realização de uma greve geral nesta quarta (09/10) para pedir a anulação do pacote econômico e o fim do estado de emergência.

De acordo com o Serviço Integrado de Segurança do Equador, estão bloqueadas rodovias em 17 das 24 províncias do país. As aulas estão suspensas desde a última quinta-feira (03/10).

O prefeito de Quito, Jorge Yunda, decretou estado de emergência grave na cidade, enquanto durar o estado de exceção decretado pelo presidente Moreno. De acordo com a prefeitura, a medida é para permitir a mobilização dos agentes públicos da cidade durante as 24 horas do dia.

(*) Com teleSUR

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