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RRF-O Golpe: Leite entrega o Orçamento do Estado nas mãos de empresários e do Governo Federal por 30 anos

Comissão Especial sobre a Crise Fiscal sugeriu que Leite não aderisse ao Regime de Recuperação Fiscal. Na ocasião, o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), presidente da comissão, destacou que esse caminho pode resolver as dificuldades conjunturais, mas vai gerar problemas de sustentabilidade financeira no médio e longo prazo. (Extrato do Artigo do Sul 21 que publico a seguir, logo após ao comentário do Blog)

No artigo do SUL 21 que publico a seguir, é preciso ler as “entrelinhas”. Sem poder fazer Concurso Público e nem gastar mais nada, por que tudo será canalizado para pagar a “Dívida” com a união, não há como o Estado melhorar sua prestação de Serviços. Pelo contrário.

Na Educação por Exemplo, o RS paga um dos mais baixo salários do Brasil. Há milhares de funcionários de Escolas que ganham abaixo do Salário Mínimo, e por isto recebem um “completivo”, tipo esmola, pra chegarem ao valor do Salário Mínimo. Pois assinado a adesão ao “Regime de Recuperação Fiscal”, nem novos Professores e nem aumento de salários haverá ...por 30 anos.

Assim será também nas outras áreas, como Saúde, Segurança, etc…

E para ser aceita a “adesão”, o Privateiro tucano quer ainda Entregar o BANRISUL, a CEEE Produção de Energia com suas Hidrelétricas e tudo o que sobrou depois dos dois governos mafiosos que enterram o futuro do RS.

E a Conversa sem vergonha desta gente para ludibriar o povo e engambelar Deputados é a lenga lenga do tal “déficit público”, uma bobagem, pois o Estado e a União não são empresas e muito menos visam lucro.

O objetivo do Estado é prestar um bom Serviço aos Cidadãos. É por isto que em tempos de crise como a que estamos vivendo países como os EUA, que devem 10 vezes o valor do seu PIB, “imprimem” dinheiro e distribuem pro povo (US$ 1.400,00 mês/pessoa). Loucura? Não. O Estado pode. Aumenta a Dívida? Sério? E daí? Alguém já ouviu falar do EUA “quebrarem”?

Mas a alternativa das Gangs neo liberais que assolaram o país e o Estado nos últimos anos é o contrário do que deveria ser. Defendem o Estado Mínimo. E se mínimo, não tem nada. E os cidadãos que se virem.

Por isto que Eduardo Leite diz que professores são só “gasto” e defende privatização da Educação Primária e Básica . Se hoje ele já não paga salários decentes, como fará isto daqui a poucos anos, sem as Empresas Estatais a por dinheiro pra dentro, sem indústrias fortes, por que as que não foram embora ainda, irão, por que o Estado terá que reduzir o incentivo fiscal a novas industrias que queiram se instalar e portanto menos arrecadação terá.

Esta gente não é como o LULA, que disse recentemente que o que mais aprendeu de Economia, foi com sua mãe, a Dano Lindú.

Eduardo Leite foi pros EUA aprender com os Americanos como melhor tirar o dinheiro de Gaúchos e Brasileiros pra passar pra banqueiros e ricaços. Pra eles, se o povo não tiver condições de acessar os Serviços Privados que as empresas deles oferecem, é por que o povo não fez por merecer: Por isto defendem também a tal “meritocracia”, a qual só chega “quem tem grana pra poder chegar”.

Segue o Artigo do SUL21

Desejada desde Sartori, adesão do RS ao RRF é encaminhada por Leite

Para tornar a manobra possível, uma série de projetos precisaram ser aprovados na Assembleia Legislativa

O Rio Grande do Sul encaminha nesta terça-feira (28) ao Tesouro Nacional seu pedido de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Com a medida, o governador Eduardo Leite (PSDB) dá um passo à frente em um processo que iniciou ainda no governo de José Ivo Sartori (MDB) e que enfrenta críticas de diversos setores da sociedade.

“Depois de uma sucessão de déficits ao longo dos anos, com o pior resultado previdenciário do Brasil, o Rio Grande do Sul vem implementando reformas que reduziram o déficit previdenciário de R$ 13 bilhões em 2019 para R$ 10,3 bilhões em 2020, quitou passivos de curto prazo, como os salários e o 13º do Executivo, e agora deixa um legado de longo prazo, com a possibilidade de resolução do estoque de precatórios”, disse Leite em reunião nesta manhã.

O governador anunciou também a busca de operação de crédito de US$ 500 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) para pagamentos em acordos diretos com credores de precatórios. “O Regime de Recuperação Fiscal é uma solução e também um grande desafio, pois o Estado deverá chegar ao final do período com as contas em dia e consciente de que cada necessidade de despesa será possível desde que demonstrada uma compensação, de forma a manter o equilíbrio fiscal na revisão do plano, transcendendo gestões”, projetou.

A adesão ao RRF e a posterior homologação do plano de recuperação fiscal são apontadas como necessárias pelo governo para ações como, por exemplo, a retomada gradual dos pagamentos da dívida com a União, suspensos desde agosto de 2017 por liminar. Outra vantagem, na avaliação da atual gestão, é o refinanciamento em 30 anos com encargos de adimplência dos valores suspensos pela liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), quase R$ 14,2 bilhões em aberto, além da possibilidade de contratação de operações de crédito com garantia da União para renegociação de outros passivos do Estado.

A decisão de aderir ao RRF, no entanto, nunca foi unanimidade. Para tornar a manobra possível, uma série de projetos precisaram ser aprovados na Assembleia Legislativa desde o governo Sartori. Embora tenha conseguido extinguir as fundações estaduais, uma das etapas desse processo, o ex-governador não conseguiu atingir todas as negociações necessárias para a adesão. Já Leite obteve vitórias mais robustas. Ainda em 2019, ele conseguiu aprovar na Assembleia a venda das estatais do setor energético: Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). Em 30 de novembro, a AL-RS aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLC) 378/2021, de autoria do Poder Executivo, que cria o Teto de Gastos para as despesas do Estado, limitando o crescimento à inflação por dez anos. A medida era uma das imposições do governo federal para adesão ao RRF.

Em setembro, a Comissão Especial sobre a Crise Fiscal e a Reforma Tributária Necessária apresentou seu relatório final, sugerindo que o governo do Estado não aderisse ao Regime de Recuperação Fiscal. Na ocasião, o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), presidente da comissão, destacou que esse caminho pode resolver as dificuldades conjunturais, mas vai gerar problemas de sustentabilidade financeira no médio e longo prazo.

“Estamos fazendo um ajuste das contas do Rio Grande do Sul para pagar os credores da dívida do governo federal”, disse. Mainardi criticou o que chamou de eternização do achatamento salarial dos servidores imposta e disse que o teto trará restrições para que o Estado saia da crise.

Medidas obrigatórias para adesão ao RRF:

  • Privatizações.
  • Reforma da Previdência. O Rio Grande do Sul alterou regras para civis e militares, com mudanças em alíquotas, idades mínimas (civis) e tempos de contribuição.
  • Redução dos incentivos fiscais “não-Confaz” de no mínimo 20%.
  • Reforma do regime jurídico dos servidores estaduais. O Estado extinguiu vantagens temporais e vedou incorporações. Foi instituído novo Plano de Carreira do Magistério e houve revisão do Estatuto dos Militares.
  • Teto de gastos estaduais: foi aprovado limitador de despesas pela inflação para o período de 2022 a 2031.
  • Autorização para realizar leilões de pagamento.
  • Gestão financeira centralizada no Executivo e destinação de saldos não utilizados no encerramento do exercício.
  • Instituição do Regime de Previdência Complementar.

Lendo os títulos e clicando nos links a seguir e sabendo que com o tal “acordo” que os privateiros vão assinar, dá uma noção do que será do RS e de seu povo nos próximos anos, se a gauchada continuar se fazendo de cega e não estancar esta sangria nas eleições de 2022:

Denúncia: Enquanto vende Estatais a preço de banana, Eduardo Leite apresenta Projeto que empobrece o Rio Grande e os gaúchos

Eduardo Leite diz que professores são só “gasto” e defende privatização da Educação Primária e Básica

Funcionários de Escolas do RS ganham menos que o Salário Mínimo mas Governador se recusa a dar Reposição Salarial

A modernidade de Eduardo Leite: Sem Transporte, alunos de Escolas do RS vão as aulas a …cavalo

Tucanagem: Pagando o Menor Salário do Brasil, Eduardo Leite ainda desconta Vale Transporte dos Professores Estaduais

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