Os comentários que se seguiram após o resultado do leilão do Campo de Libra, foram um festival de afirmações ou questionamentos com viés esquizofrênicos.
Para a direita, aí se incluem, por credenciais já apresentadas, a imprensa conservadora e partidária, o certame foi “demasiadamente estatizante”, o que teria “afugentado” o grande capital internacional e suas virtuosas capacidades de investimento no país.
Para setores mais a esquerda, o leilão foi privatizante e “entreguista”, pois teria doado aos representantes do capital estrangeiro nossas riquezas e esperança de um futuro melhor.
Conservadores defendem que a Petrobrás não pode entrar nas disputas com a garantia mínima de 30% dos campos de exploração, pois fere a livre concorrência e desestimula empresas transnacionais interessadas em participar do esforço de “modernização” do Brasil. Para eles, a Petrobrás não pode dormir na véspera de um leilão e acordar com uma fatia tão considerável sem nem precisar aparecer na hora…
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