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Sobre o Manifesto de 2017, o Comunicado de 2025 e o Plano de Zuckerberg para dominar o mundo

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Em Janeiro de 2017, após a 1ª eleição de Trump com o inestimável e criminoso apoio do Facebook, sob a coordenação da Cambridge Anallityca, Zuckerberg também emitiu um “Manifesto” que pode ser considerado a 1ª parte de um Plano que quer redesenhar o mundo, derrubando a Soberania das Nações, contruíndo “uma comunidade global para substituir os poderes constituídos nos países.

Seguem alguns extratos daquele Manifesto de 2017:

“Nosso próximo foco será desenvolver infraestrutura social para a comunidade – para nos apoiar, para nos manter seguros, para nos informar, para o engajamento cívico e para a inclusão de todos. A história é a narrativa de como aprendemos a conviver em números cada vez maiores, de tribos a cidades e nações. Hoje estamos perto do próximo passo. O Facebook propõe-se a construir uma comunidade global. Questiona-se se podemos fazê-la funcionar para todos e se o caminho é conectar mais ou voltar para trás. Vozes temerosas pedem a construção de muralhas.

Nosso sucesso não se baseia apenas em se podemos capturar vídeos e compartilhá-los com amigos. É sobre se estamos construindo uma comunidade que ajude a nos manter seguros, que previna danos, ajude nas crises e na posterior reconstrução. Nenhuma nação pode resolver esses problemas sozinha.

Os atuais sistemas da humanidade são insuficientes. Esperei muito por organizações e iniciativas para construir ferramentas de saúde e segurança por meio da tecnologia e fiquei surpreso por quão pouco foi tentado. Há uma oportunidade real de construir uma infraestrutura de segurança global e direcionei o Facebook para investir mais recursos para atender a essa necessidade”.

Já neste Manifesto, Zuckerberg diz que o Facebook, conhecido em toda parte por se esquivar de impostos e de responsabilidades legais e morais, propõe-se a exercer em escala mundial funções típicas de um governo – se não também de uma igreja – e ainda monopolizar o acesso à informação.

Neste manifesto de 2017, o Facebook propõe-se, não apenas a catalogar identidades, opiniões, preferências, relações sociais e comunidades para lucro financeiro ou político de terceiros, mas a moldá-las e administrá-las conforme a visão da equipe de Zuckerberg, que não presta contas à democracia nem a ninguém, enquanto torna cada vez mais dependente dessa “infraestrutura” a busca de relacionamentos sociais, afetivos e profissionais e até o deslocamento no mundo real.

Segue o manifesto de 2016: Em campanhas recentes, dos EUA à Índia, passando pela Europa, vimos vencerem os candidatos com seguidores (no Facebook) mais numerosos e entusiasmados. Podemos estabelecer o diálogo e a prestação de contas diretamente com os líderes eleitos”.

A seleção dessa informação tem sido baseada em grande parte em usuários dispostos a prestar serviços gratuitos como cobaias, editores e curadores. Os algoritmos sabidamente selecionam o que é apresentado em função de preferências anteriores, pois os usuários permanecem mais tempo ligados e clicam mais anúncios se não forem tirados de suas zonas de conforto.

Já no Manifesto de 2017, Zuckerberg conta com inteligências artificiais capazes de assinalar postagens “ofensivas” e capacitar os usuários a fazer sua própria censura: “Onde está seu limite para nudez, violência, imagens chocantes e obscenidades? Você decidirá suas preferências pessoais. Para quem não tomar uma decisão, a configuração predefinida será da maioria das pessoas de sua região, como em um referendo”.

Então, este comunicado anunciado agora por Zuckerberg no Instagram, onde ele se une a Trump “contra governos estrangeiros”, com destaque para a América Latina, é mais um Evidente passo para a Construção desta Comunidade Mundial, sem fronteiras, calçada apenas nos interesses dos indivíduos.

E parece que pra isto já há uma certa unidade também entre as demais bightechs, como mostra a posição de Elon Musk, agora integrante do Governo Imperial, responsável por “diminuir o tamanho do Estado”, como disse o próprio Trump.

É preciso a regulamentação e o controle das Redes Sociais no Brasil, antes que a Nação seja desconstituída pela Ideologia do anarco capitalismo e se institua por aqui o que Varoufakis chama de Tecno Feudalismo.


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