Porto Alegre/SAÚDE

Porto Alegre é das Capitais que Menos investem em Saúde, mas das que mais recebem Recursos do Governo Lula

Porto Alegre está no grupo das capitais que mais recebem recursos do Governo Federal, com um valor de R$ 1.035 (por pessoa), praticamente o dobro das demais, que tiveram a média de R$ 531. Nas transferências federais líquidas do SUS, a cidade segue no grupo das capitais que mais receberam, com 39,5%.“(extrato de matéria do Conselho Municipal da Saúde, que reproduzo neste artigo)

Dentro do Orçamento da Saúde, Porto Alegre é a Capital que menos gasta proporcionalmente com Salário de Servidores efetivos da Saúde e é a que mais gasta com pagamento a terceiros. (privatização).

E enquanto o Prefeito e o Governador, campeões da privatização, brigam, o povo continua padecendo, com superlotação e com filas de especialidades cada vez mais longas, como mostra diuturnamente a mídia local. Nunca esquecendo que o SUS é um Sistema de gestão e financiamento Tripartite. Se cada um fizer sua parte, funciona bem.

Esta e outras constatações a gente tira ao ler matéria do Conselho Municipal de Saúde na própria Página da Prefeitura Municipal, que reproduzo em parte a seguir, e que pode ser lida na íntegra, clicando aqui.

A análise é baseada no  Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde – Siops, entre os anos de 2021 – 2024, e compara Porto Alegre com as demais capitais e regiões metropolitanas e tem também acúmulo de demandas e concentram redes de média e alta complexidade.

Para o Professor Alcides Miranda da UFRGS, membro do Conselho e autor do Estudo, apesar do valor significativo de recursos, a cidade está no grupo das capitais que menos gastaram com despesas e investimentos. O professor fez um alerta sobre o perigo do efeito cascata que pode ocorrer no país com a atitude de Porto Alegre de “pagar para ver”. Porto Alegre está no grupo das capitais que mais receberam recursos do Governo Federal, com um valor de R$ 1.035 (por pessoa), praticamente o dobro das demais, que tiveram a média de R$ 531. Nas transferências federais líquidas do SUS, a cidade segue no grupo das capitais que mais receberam, com 39,5%.

Já na média dos ultimos quatro anos, Porto Alegre consta entre as capitais que menos despesas tem em relação ao orçamento, com aplicação de 19,3%, sendo que no conjunto das capitais, a média é de 22%. Em relação à despesa com pessoal – pagamento de servidores públicos próprios, a capital gaúcha também está no grupo com a menor proporção de despesas, com 28,8%, sendo a média das capitais do Brasil de 30,6%.

Sobre as transferências per capita do SUS – recursos financeiros para financiar o sistema repassados pelo governo federal, Porto Alegre está no grupo das capitais que mais receberam, com um valor de R$ 1.035, sendo quase o dobro das demais, que tiveram a média de R$ 531. Nas transferências federais líquidas do SUS, a cidade segue no grupo das capitais que mais receberam, com 39,5%. 

Entretanto, no que se refere a pagamento de terceiros, a Capital está no agrupamento das que mais tiveram despesas, com 34,3%, sendo que no último ano (2024) já está chegando em 40%.

conselheira e coordenadora da Secretaria Técnica do colegiado, Maria Letícia Garcia, demonstrou uma análise da situação e também expôs a necessidade da gestão de Porto Alegre cobrar o cumprimento da lei de regionalização do SUS no Estado e municípios. “Este conselho foi defensor, durante alguns anos, do plano diretor de regionalização do Estado, o que foi apontado em diversas análises do CMS. Hoje temos outras legislações que nos garantem isso. 

Maria Letícia alertou que os Conselhos de Saúde do Estado e de Porto Alegre devem ser ouvidos e considerados parceiros pelo executivo. “A saída é exigir do Estado que implante de fato uma regionalização, que comece pela região metropolitana”, lembrou Maria Letícia.


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