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Stalin vive?? Para construir o futuro, no presente, não cometendo os erros do passado (I)

O povo russo, sem uma opção socialista de verdade, se engada e pede a volta do passado

Para chegar ao poder na antiga União Soviética, país criado em função da luta unida de trabalhadores e camponeses contra o império, o czarismo e o capitalismo, Stalin perseguiu e assassinou cada um dos grandes chefes revolucionários da revolução de 1917. Armou processos com falsas acusações contra intelectuais como Kamenev e Zinnoviev, que o haviam apoiado antes. Instalou os chamados planos quinquenais, de crecimento econômico a qualquer custo, que custou a vida de 20 milhões de russos, que foram despojados de suas terras e obrigados a trabalhar em fábricas e funções que não conheciam. Perseguiu, expulsou e enviou assassinos a seu mando aos quatro cantos do mundo para matar soviéticos e não soviéticos que contestassem as suas pollíticas draconianas e sob o argumento de garantir o Socialismo em um só país, no caso a União Soviética, fez acordos espúrios com grupos burgueses de muitos países e chegou inclusive a fazer um pacto com Hitler. Na América Latina, através do COMINTERN, orgão dirigente da 3ª Internacional Comunista, mandou apoiar partidos e governos burgueses, comprometidos com o império, pois havia acordado a divisão do mundo em dois blocos, e para tanto os trabalhadores do ocidente teriam que ser sacrificados pela manutenção da União Soviética. Os Stalinistas de vários matizes apoiaram a Ditadura militar Brasileira e o próprio golpe militar, ao não mobilizar os filiados dos sindicatos que eram dirigidos em sua maioria por quadros comunistas. Com o surgimento das mobilizações contra a Ditadura Militar, em especial depois da vigorosa entrada dos trabalhadores na luta contra a ditadura, no começo dos anos 80, era comum ver estes auto entitulados comunistas atuando paralelamente aos comandos da ditadura contra os piquetes de greve organizados por trabalhadores no ABC paulista e outras cidades. Diziam então, que estas mobilizações estavam “prejudicando a abertura lenta e gradual” da Ditadura Militar.  Os trabalhadores, que até então ainda simpatizavam com estes pseudo comunistas, passaram a avaliar a possibilidade de fundar um partido político que ao mesmo tempo se contrapusesse à ditadura, aos patrões e aos defensores da burocracia estatal assassina instalada na União Sóviética desde o temp o de Stalin. Com o fim da União Soviética, os dirigentes e militantes destes partidos ditos comunistas e outras organizações do naipe, protetoras e defensoras de métodos que mataram milhões e perseguiram milhões, passaram a se esconder ou até vender para partidos burgueses tradicionais. Esta gente ainda esta por aí. E o pior, não abandonaram as idéias do chefe já morto, Josef Stalin. Estao em todos os países do mundo, usando os mesmos .métodos de perseguição e  anulação física e política de quem ousa desafiar a sua “chefia”. Foi assustador ver fotos como a que publico aqui, do 1º de maio na Rússia, com o povo erguendo fotos de Stalin. No Brasil, por que a Classe Trabalhadora criou um Partido da Classe Trabalhadora, o PT, que já nasceu combatendo o tal “socialismo real” e também o capitalismo, propondo o socialismo democratico, esta gente foi perdendo força. Mas não deixou de existir nem quando Roberto Freire vendeu a história do PCB para Roberto Marinho da Globo e se filiou num partido chamado PPS. Eles estão a espreita nos partidos burgueses que se multiplicam pelo Brasil. Se por um lado precisamos sim contruir uma sociedade justa e igualitária, por outro lado é preciso compreender qure ela não virá se os métodos utilizados forem ditatoriais. O socialismo e a libertação definitiva só é possível se o método for a democracia que tem a coragem de reconhecer o diferente e permitir que os diferentes se expressem e tenham direito de participar. Nem os métodos de Stalin, nem os métodos de Hitler podem voltar a ganhar força. Senão a humanidade estará sempre em perigo.


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