Luiz Müller, Diretor de Inclusão Produtiva Urbana do MDS fala na Oficina chamada pelo MEC
O diretor de Inclusão Produtiva, Luiz Müller, debate o Pronatec Rodrigo de Oliveira/MDS
Compreender as singularidades de gênero, raça, autoestima e escolaridade ao oferecer cursos de qualificação profissional a trabalhadores e beneficiários dos programas de transferência de renda, principalmente àqueles em situação de extrema pobreza. Este foi o objetivo da participação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) na oficina sobre o documento referência da Bolsa-Formação Trabalhador, parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), nesta quinta-feira, no Instituto Federal de Brasília.
De acordo com dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 16,2 milhões de brasileiros identificados como público-alvo do Plano Brasil Sem Miséria – renda de até R$ 70 per capita por mês –, 71% são negros, 26% são analfabetos, 53% são mulheres e 47% vivem no meio rural.
“É preciso que a sala de aula seja um local acolhedor e que os livros didáticos reflitam a realidade dessas pessoas”, disse o assessor da Diretoria de Inclusão Produtiva da Secretaria Extraordinária para Superação da Extrema Pobreza do MDS, Marcelo de Sousa, palestrante do painel “Bolsa-Formação Trabalhador no âmbito do Pronatec: concepções e desafios”.
Para Sousa, é necessário que quem oferece cursos reconheça as peculiaridades do público-alvo do Bolsa-Formação Trabalhador. “Um curso pensado para o meio urbano não pode ser simplesmente direcionado para o meio rural. É preciso carinho, dedicação, criatividade e acolhimento para elevar a autoestima desse público, que é importante para o País.”
Oportunidades – Para plateia composta por representantes de diversos órgãos do governo federal e do Sistema S (Senar e Senai, entre outras), o superintendente de Educação Profissional da Bahia, Almerico Lima, destacou que o êxito dos programas de qualificação profissional requer respeito aos “saberes” dos alunos. “Na sala de aula não deve haver arrogância pedagógica ou social.”
Palestrante no painel “O acesso de beneficiários de transferência de renda à Bolsa-Formação Trabalhador: princípios e ações”, Lima salientou a oportunidade de avançar na inclusão dos alunos em outros programas e políticas públicas. E disse que, durante o curso, é possível diagnosticar o aluno com dificuldade de locomoção, problemas cognitivos ou visuais e encaminhá-lo a mutirões de cirurgia ocular, por exemplo.
A oficina prossegue nesta sexta-feira (4), com a participação do diretor de Inclusão Produtiva do MDS, Luiz Müller, às 8h30, no painel “A inserção sócio-profissional de beneficiários de transferência de renda: princípios e ações”.
Subprograma – A Bolsa-Formação Trabalhador é um dos subprogramas, projetos e ações que integram o Pronatec, com a oferta gratuita de cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação. Com carga horária mínima de 160 horas, os cursos são destinados aos trabalhadores de diferentes perfis e beneficiários dos programas federais de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
André Carvalho
Ascom/MDS
Pescado do Sitio do Plano Brasil Sem miséria
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