Os dias 18 e 19 de maio vão ficar marcados no calendário, pela ensandecida tentativa de ataque ao Programa Bolsa Família. No nordeste o ataque veio em forma de boato disseminado como ratilho de pólvora e, pela rapidez de sua disseminação, orquestrado por uma campanha, cuja origem deverá ser identificada pela Políc ia Federal. Mas outro ataque veio das páginas da Folha. Esta, em matéria mancheteada na capa de uma de suas edições, resolveu ela própria estabelecer o que seria uma linha de pobreza. Contrariando organismos internacionais, como o Banco Mundial, ONU e FAO, a folha resolveu “inflacionar” a linha de extrema pobreza de R$ 70,00 determinada pelo governo federal, justamente apoiada nas resoluções destas instituições internacionais, que establecem o padrão de U$ 1,00 por dia como padrão de extrema pobreza e de R$ 2,00 como padrão de pobreza. Um Dólar corresponde a R$ 2,038, que multiplicado por 30 dias, dá exatamente R$ 61,14, ou seja, abaixo dos R$ 70,00 da linha estabelecida pelo governo. Mas a Folha resolveu colocar um índice inflacionário sobre o valor para dizer que o governo na verdade manipularia dados e que este mesmo governo deveria pagar mais de Bolsa Família. A Folha, no afã de atacar o Governo, passa por cima inclusive de suas próprias matérias, que questionam o Bolsa Família como suposto gerador do “efeito preguiça” entre outros adjetivos, usados pela Folha e demais orgãos da grande mídia. A Presidenta Dilma tem afirmado o contrário do que a Folha e o PIG apregoam. A faixa econômica da pobreza não é a única. Por isto são necessarias as ações setoriais de vários ministérios, com serviços e programas, garantindo direitos. Em Março, Ao assinar a MP que garantiu a rende percapita de R$ 70,00 a todas as famílias brasileiras, a Presidenta cunhou uma frase basilar: “O FIM DA MISÉRIA É SÓ UM COMEÇO”. Assim, vencido um dos eixos do Tripé que compõe o Plano Brasil Sem Miséria, ou seja, a transferência de renda mínima, há que avançar cada vez mais no acesso a serviços e programas. Aí, vários programas como o da Escola em Tempo Integral, Creches, Unidades básicas de Saúde, Brasil Sorridente, Olhar Brasil, Luz Para Todos e Água para Todos entre outros tantos, estão na ordem do dia. E no outro eixo, o da Inclusão Produtiva, o PRONATEC BRASIL SEM MISÉRIA capacitando milhares de beneficiários para acessarem postos de trabalho e o estão fazendo, na área rural a Assistência Técnica e o fomento para que os caponeses beneficiários possam melhorar e qualificar sua produção que é comprada pelo PAA – Programa de Aquisição de Alimentos. A Folha e a oposição continuam perdidos, sem entender que o Brasil está passando por uma reforma profunda. Continuam não tolerando a idéia de que os pobres estão acendendo na escala social e se constituindo em demandantes de direitos. Por isto atacam com boataria golpista, como a do nordeste, que poderia ter produzido tragédia s e atacam com matérias tipo esta que reproduzo abaixo, onde a Folha questiona o valor da Folha de Pagamento do Bolsa Família, demonstrando a pobreza de seu jornalismo, que nem procurou na Wikipédia o que é a Linha de Pobreza no Mundo.
Reproduzo a matéria da Folha
Indicador defasado ‘esconde’ 22 milhões de miseráveis do país
Governo define a linha da miséria em R$ 70 per capita desde junho de 2011, sem corrigir o valor pela inflação
Desde a data que essa linha foi estabelecida, os preços subiram em média 10,8%, segundo cálculo pelo IPCA
JOÃO CARLOS MAGALHÃES DE BRASÍLIA
O número de miseráveis reconhecidos em cadastro pelo governo subiria de zero para ao menos 22,3 milhões caso a renda usada oficialmente para definir a indigência fosse corrigida pela inflação.
É o que revelam dados produzidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, a pedido da Folha, com base no Cadastro Único, que reúne informações de mais de 71 milhões de beneficiários de programas sociais.
Desde ao menos junho de 2011 o governo usa o valor de R$ 70 como “linha de miséria” -ganho mensal per capita abaixo do qual a pessoa é considerada extremamente pobre.
Ele foi estabelecido, com base em recomendação do Banco Mundial, como principal parâmetro da iniciativa de Dilma para cumprir sua maior promessa de campanha: erradicar a miséria no país até o ano que vem, quando tentará a reeleição.
Mesmo criticada à época por ser baixa, a linha nunca foi reajustada, apesar do aumento da inflação. Desde o estabelecimento por Dilma da linha até março deste ano, os preços subiram em média 10,8% -2,5% só em 2013, de acordo com o índice de inflação oficial, o IPCA.
Corrigidos, os R$ 70 de junho de 2011 equivalem a R$ 77,56 hoje. No Cadastro Único, 22,3 milhões de pessoas, mesmo somando seus ganhos pessoais e as transferências do Estado (como o Bolsa Família), têm menos do que esse valor à disposição a cada mês, calculou o governo após pedido da Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.
Esse número corresponde a mais de 10% da população brasileira e é praticamente a mesma quantidade de pessoas que tinham menos de R$ 70 mensais antes de Dilma se tornar presidente e que ela, com seis mudanças no Bolsa Família, fez com que ganhassem acima desse valor.
Os dados possibilitam outras duas conclusões. Primeiro, que um reajuste da linha anularia todo o esforço feito pelo governo até aqui para cumprir sua promessa, do ponto de vista monetário.
Segundo, que os “resgatados” da miséria que ganhavam no limiar de R$ 70 obtiveram, na quase totalidade, no máximo R$ 7,5 a mais por mês -e mesmo assim foram considerados fora da extrema pobreza.
Além do problema do reajuste, o próprio governo estima haver cerca de 700 mil famílias vivendo abaixo da linha da miséria e que estão hoje fora dos cadastros oficiais.
OUTRO CENÁRIO
A reportagem pediu outra simulação ao governo, usando agosto de 2009 como o início do estabelecimento da linha de R$ 70. Nessa época, um decreto determinara o valor para definir miséria no Bolsa Família.
Nesse outro cenário (inflação acumulada de 23,4%), o número de extremamente pobres seria ainda maior: 27,3 milhões de pessoas. A data marcou a adoção do valor no Bolsa Família, mas não em outros programas, diz o governo.
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