O Golpismo da Globo não é de hoje. Suas concessões de TV foram presente dos Ditadores Militares em troca do apoio que a Famíglia Marinho deu ao Golpe Militar de 1964. Em 1989 não havia, sem a Internet e com a Globo recebendo 95% de toda a publicidade governamental, ela era a única grande fonte de informação no país. Era a tal “opinião pública”. O Jornal Nacional tinha mais de 80% de audiência. Mesmo assim, no debate direto entre Lula e Collor (O candidato da Globo e das elites de então) Lula levava vantagem e as ruas e as pesquisas mostravam a acensão de Lula. A Globo não titubeou. Depois de falsas denúncias, assacadas contra Lula durante todo o período eleitoral, veio a manipulação vergonhosa do Debate com uma edição falsificada do mesmo no JN do sábado, anterior a eleição de domingo. Foi mais ou menos como a Edição da Veja, distribuída aos milhões no sábado e domingo antes das eleições de 2014. Ou seja, um Golpe Midiático, que na época custou a derrota de Lula e da Classe Trabalhadora. Não assisto a Globo, mas pela matéria do Brasil 29, que reproduzo abaixo, deduzo que William Bonner confessou este crime. Mas confessou este para esconder os outros. A Globo apoiou os sequestros, tortura e violência da Ditadura Militar. Agora tenta se redimir, mas no dia a dia continua praticando os mesmos atos de bandidagem e golpismo midiático que lhe propiciaram os prêmios que recebeu da Ditadura Militar, qual seja, as concessões de Rádio e TV que tem espalhadas pelo país. Bandidos Midiáticos, mentiros e golpistas. E agora bandidos confessos.
Vai a matéria do Brasil 29
Na edição do Jornal Nacional exibida na última quarta (22), a Rede Globo assumiu que pode ter errado ao fazer uma edição do último debate entre Lula e Fernando Collor nas eleições de 1989.
O jornalista William Bonner comentou que um debate político não poderia ser editado como “um jogo de futebol, com os melhores momentos, que foi a ideia na época, é um risco enorme” e que “um debate entre candidatos é um confronto de ideias que precisa ser visto no todo”, disse. Bonner assumiu, ainda, que foram exibidas mais falas de Collor do que de Lula.
Essa seria a primeira eleição presidencial pelo voto direto depois de 29 anos de ditadura. Haviam 23 candidatos concorrendo ao posto no primeiro turno. Entre o primeiro e o segundo turno, foram realizados dois debates entre os candidatos Collor e Lula. O primeiro foi nos estúdios da TV Manchete, em 3 de dezembro. O segundo, no dia 14, ocorreu nos estúdios da Bandeirantes.
No dia seguinte à sua exibição ao vivo, a Rede Globo apresentou duas matérias com edições do último debate: uma no Jornal Hoje e outra no Jornal Nacional, edições essas questionadas por favorecer Collor.
Na época, o PT moveu uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando que novos trechos do debate fossem apresentados antes das eleições, como direito de resposta. O recurso, entretanto, foi negado.
A confissão de Boni
Em entrevista ao Dossiê News, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, comenta sobre a noite do debate. Segundo o diretor, eles foram procurados pela assessoria do Collor. Boni comentou que achava que “a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade. Então conseguimos […] colocar as pastas com supostas denuncias contra o Lula, mas as pastas estavam vazias, com papéis em branco”. Lembra Boni. A decisão teria sido tomada para melhorar a imagem do candidato junto ao telespectador.
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Albert Einstein — —Sinto Muito………… — — — —
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