Porto Alegre

Problemas na Resposta ao Incêndio dos casarões em Porto Alegre: Um Alerta (Por José Reis)

Por José Reis*

Porto Alegre viveu uma tarde de apreensão, na quarta-feira, 05/11/25, devido a um incêndio de grandes proporções em 2 casarões, construídos no séc. XIX no entorno da Praça XV de novembro, Centro Histórico.

O episódio, poderia ter se tornado uma tragédia se o fogo tivesse se alastrado aos prédios lindeiros, ambos com mais de 15 andares. Devido ao trabalho e esforço do Corpo de Bombeiros, foi evitado o pior e os prejuízos foram de ordem material. Porém, chamou a atenção dois percalços enfrentados pelos bombeiros, superados pelo esforço e dedicação, inclusive com apoio da população em um deles.

O primeiro obstáculo, foram as disfuncionais “esferas de concreto”, espalhadas pelo Centro Histórico, como parte das intermináveis obras do “Quadrilátero Central”, as quais atravancaram a passagem dos Caminhões anti-incêndio pelo Largo Glênio Peres, tendo sido retiradas com apoio de populares presentes no entorno. A utilidade, a necessidade e, até o valor estético das esferas, eram questionados desde sua colocação. Infelizmente, descobriu-se que servem para atrapalhar urgências, num momento de extrema necessidade.

Muito mais grave, foi a Cidade descobrir que a única “Escada Magirus”, a disposição do Corpo de Bombeiros da Capital, estava fora de uso para manutenção, tendo sido buscada uma outra em Caxias do Sul. É preciso questionar se apenas duas escadas, sendo somente uma na Capital, são suficientes para atender o RS? Em especial, há que se ver o caso de Porto Alegre, onde a atual gestão tem incentivado a construção de prédios com alturas elevadas, pretendendo estabelecer 130 m de altura máxima, mais que dobrando o limite atual de 52 m.

 *Zé Reis é Economista e Cientista Político


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