Em 22 de agosto de 2003, uma explosão no VLS-1 destruiu a torre de lançamento de Alcântara, matou 21 técnicos e enterrou por duas décadas as ambições orbitais brasileiras.
Vinte e dois anos depois, o mesmo local — reconstruído e modernizado — prepara-se para o primeiro lançamento orbital comercial da história do Brasil: o foguete sul-coreano HANBIT-Nano, da empresa Innospace, na missão Spaceward, em parceria com a FAB – Força Aérea Brasileira, marcada para 17 de dezembro de 2025 (janela até 22/12).
Esse Lançamento de Alcântara é a porta de entrada definitiva do Brasil no bilionário mercado global de pequenos lançadores.
Localizada a apenas 2,3° do Equador, Alcântara oferece até 30% mais eficiência em combustível do que bases em latitudes altas (ex.: Cabo Canaveral ou Kourou).
A base no Maranhão também Permite órbitas equatoriais, polares e heliossíncronas com custo muito menor — vantagem única na América Latina.
O HANBIT-Nano é o Primeiro voo comercial orbital do território nacional (o Brasil só fez suborbitais ou lançou satélites do exterior até hoje).
Além disto, Sete das oito cargas são brasileiras: nanosatélites da UFSC, UFMA, AEB, Pion Labs e experimentos de navegação inercial 100% nacionais.
Os nanosatélites são satélites de pequenas dimensões e baixo custo (geralmente pesam entre 1 e 10 kg), que servem para uma variedade de propósitos, incluindo observação da Terra, comunicações, pesquisa científica e educação. A Pion Labs é uma startup brasileira que desenvolve tecnologias aeroespaciais, incluindo seus próprios nanosatélites (como o Pion-BR1 e o Pion BR-2), com o objetivo de democratizar o acesso ao espaço. Experimentos de navegação inercial são usados para determinar a posição, orientação e velocidade de um veículo (como um foguete ou satélite) sem depender de sinais externos, o que é crucial em ambientes aeroespaciais onde a perda de sinal é possível.
Este lançamento validará toda a infraestrutura do CLA – Centro de Lançamentos de Alcântara para operadores privados e futuros lançadores brasileiros e Gera empregos qualificados no Maranhão, atraindo investimentos estrangeiros e posiciona o país na “nova Economia Espacial”, projetada em dezenas de bilhões de dólares até 2030.
Quando o HANBIT-Nano decolar, não levará apenas 90 kg ao espaço: levará o Brasil de volta à órbita comercial, 22 anos depois do acidente que quase acabou com o sonho espacial nacional.
Alcântara renasce. O Brasil volta ao jogo.
Artigo do Blogueiro com informações de G1 e Pravda em Português
Há 2 anos, Olhar Digital publicou o Vídeo a seguir sobre o Trágico Acidente que paralisou o Programa Espacial Brasileiro:
Descubra mais sobre Luíz Müller Blog
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

