A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, que o Brasil quer o fim imediato da repressão na Síria, onde o governo tem reagido com violência a protestos contra o regime do líder Bashar al-Assad.
Apesar de não fazer nenhuma menção direta ao regime sírio, a declaração mostra uma posição mais contundente do que a que vinha sendo adotada pelo governo brasileiro até agora.
No discurso no Fórum do Ibas (grupo formado por Índia, Brasil e África do Sul), em Pretória, diante dos demais chefes de Estado, Dilma pediu um diálogo nacional para que se chegue à paz na Síria.
– Muito se fala da responsabilidade de proteger. Pouco se fala da responsabilidade ao proteger. Esta responsabilidade ao proteger foi objeto das iniciativas da África do Sul, da Índia e do Brasil – , disse Dilma.
– Na Síria, nós defendemos o fim imediato da repressão e encorajamos o diálogo nacional para lograr uma saída não violenta.-
Conselho de Segurança da ONU
Na última passada, a ONU afirmou que o número de mortos no conflito entre manifestantes e forças do governo sírio já passou de três mil pessoas desde o início dos protestos.
Em agosto, Brasil, Índia e África do Sul se abstiveram em uma votação no Conselho de Segurança da ONU que criticava o regime de Assad pela violência.
Os três países também enviaram uma missão conjunta de observadores à Síria.
No Fórum do Ibas, a presidenta Dilma se manifestou ainda contra a ação armada da comunidade internacional na Líbia. Este ano, França e Grã-Bretanha bombardearam posições do antigo regime de Muamar Khadafi, segundo os países, obedecendo a uma resolução da ONU. O bombardeio foi crucial para derrubar Khadafi.
– Na Líbia, atuamos orientados pela certeza de que intervenções armadas e especialmente as realizadas à margem do direito internacional não trazem a paz, nem protegem os direitos humanos -, disse a presidenta.
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