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PT quer reforma política já para 2014, diz presidente do partido após reunião com Dilma

 

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta quinta-feira (27) que o partido deseja que as decisões do plebiscito para a reforma política proposto pelo governo da presidente Dilma Rousseff vigorem já nas eleições de 2014.

Pescado do Portal Terra

De acordo com o dirigente petista, a presidente irá mandar, na próxima semana, sugestões ao Congresso Nacional sobre as questões que devem ser tratadas no plebiscito e, caso seja necessário, uma emenda constitucional de caráter transitório poderá ser utilizada para encurtar prazos que definem as regras eleitorais.

“Nossa ideia é a de que a reforma política a ser submetida a plebiscito possa vigorar já em 2014. Se for preciso, inclusive, fazendo uma emenda constitucional com caráter transitório para que os prazos anuais que definem as regras eleitorais possam ser encurtados”, afirmou Falcão em São Paulo.

O presidente do PT participou, na manhã desta quinta-feira (27), em Brasília, de uma reunião com Dilma e com outros nove presidentes de partidos da base aliada e afirmou que a “ampla maioria” deseja colocar o plebiscito em pauta rapidamente. Apenas o presidente do PP, Ciro Nogueira, prefere que seja feito um referendo.

Entre as medidas que o PT defende para entrar em consulta no plebiscito estão o financiamento público de campanha e o voto em lista, com paridade de gênero. Sobre o fim da reeleição, Rui Falcão foi taxativo:

“A reeleição já foi proposta no Brasil em benefício próprio [com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1997]. Se alguém propuser o fim da reeleição já em 2014, para retirar um direito que está dado à presidente hoje, o plebiscito tem legitimidade para isso, mas eu não acredito que essa proposta seja feita”.

Reunião interna petista

Em São Paulo, foi realizada uma reunião da Executiva ampliada do PT, com participação de dirigentes regionais, para fazer uma avaliação dos protestos que avançam pelo Brasil nas últimas semanas.

O deputado federal Ricardo Berzoini (SP), que participou do encontro, afirmou que “o PT está apreendendo demandas que não estavam organizadas institucionalmente”, mas que “o partido não pode ter uma postura de covardia” e deve ir às ruas.

No entanto, ponderou que a comunicação petista tem tido falhas e que “é necessário criar uma estratégia de comunicação para lidar com essa situação radicalmente diferente daquela vivida há dez anos [no início do governo Lula]”.

Segundo Rui Falcão, é necessário colocar a reforma política como “questão central” para discussão com a militância e com os movimentos sociais aos quais o PT é ligado. “Participaremos das manifestações de caráter pacífico em defesa do plebiscito”, disse. “O nosso governo está na ofensiva”, completou.

Há críticas, inclusive do presidente estadual do PT-SP, Edinho Silva, de que o PT não soube avaliar bem as manifestações – e suas demandas – e que há uma necessidade urgente de se abrir o diálogo com os movimentos sociais e sindicais, dos quais o partido se afastou nos últimos anos.

Rui Falcão, porém, diz que a militância está, como sempre esteve, nas ruas, e que o saldo das manifestações para o PT foi “positivo”. “A melhor maneira de responder ao sentimento de inconformismo é fazer uma reforma política. Precisamos nos sintonizar com essas inquietudes”, declarou.


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