Com mais esse gesto, Renan se consolida como vencedor do primeiro grande embate em torno da CPI da Petrobras e, desde ontem à noite, da sua irmã CPI da Alstom-Siemens. Não foi a primeira vez, em torno desses assuntos que não param de explodir, que Renan suportou e superou, até onde foi possível, a pressão total da oposição.
Ele ganhou nada menos que entre cinco e seis semanas sobre a expectativa inicial dos comandados pelo presidenciável Aécio Neves sobre a instalação da CPI sobre a estatal. Sempre agarrado ao regimento interno do Senado, que maneja com destreza.
Na marcha que ele próprio impôs, a CPI que interessa à oposição só será instalada na próxima semana – e, ainda assim, junto com a também chamada CPI do Metrô, sobre a qual os governistas irão se debruçar.
No comando estrito do processo, administrando questões de ordem e assistindo a escapadas ao Judiciário para vencer sua tenacidade, Renan, simplesmente, foi o maior adversário que a CPI da Petrobras poderia ter tido até aqui. Mas, uma vez iniciada, o que ele poderá fazer?
Menos do que agora, porque finalmente a oposição vai obter holofotes para as convocações e inquirições que vira a fazer. Mas Renan, com sua conhecida habilidade e influência entre os senadores, já aponta para onde vai trabalhar: no aprofundamento da CPI do Metrô, o que não interessa à oposição.
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