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Começa seleção para construção do novo acelerador de partículas nacional

acelerador de particulasO laboratório deverá impulsionar pesquisas em diversas áreas, como medicina, agricultura e engenharia de materiais e é realizado pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). E tem gente dizendo que o Brasil não investe em pesquisa.
A execução de um dos maiores projetos científicos da história do país começa a sair do papel depois de cinco anos de planejamento. Trata-se do Sirius, um acelerador de elétrons circular de última geração, um tipo de equipamento que vai possibilitar aos pesquisadores brasileiros a realização de avançadas pesquisas, que vão desde a física de materiais até o desenvolvimento de novos fármacos. A construção, orçada em R$ 1,3 bilhão, deve ser concluída em 2018 e poderá atender milhares de cientistas brasileiros e estrangeiros todos os anos.

A luz síncroton é uma radiação eletromagnética que abrange um intervalo muito grande de espectros, indo do infravermelho aos raios X. Esse tipo de aparelho é usado para analisar as características microscópicas dos materiais, desde proteínas usadas em remédios até nanoestruturas artificiais. Essa luz é gerada pela aceleração de elétrons dentro de um grande anel com meio quilômetro de comprimento, a uma velocidade muito próxima à da luz.

Até agora, existe apenas um acelerador de luz síncroton em toda a América Latina, e ele fica no Brasil. O UVX foi construído em 1997 pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Em 2009, o laboratório começou a projetar um novo equipamento para permitir experimentos mais avançados e ver diferentes detalhes da matéria em escala nanométrica. Em 2012, o grupo quis ir além e decidiu aproveitar a oportunidade para criar uma ferramenta ainda mais potente, de quarta geração. A única estrutura neste mesmo nível é o MAX IV, ainda em construção na Suécia.

“É uma mudança qualitativa. Vai permitir que se faça no país coisas que não eram possíveis”, ressalta diretor do LNLS, Antonio José Roque. Os cientistas do laboratório receberam dicas dos maiores especialistas na área: os pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). Foram eles que desenvolveram o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o equipamento que permitiu a confirmação da existência do bóson de Higgs. Os responsáveis pelo projeto brasileiro passaram duas semanas na Suíça para conhecer a tecnologia e devem combinar a nova experiência com o conhecimento já adquirido na construção do acelerador brasileiro.


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2 pensamentos sobre “Começa seleção para construção do novo acelerador de partículas nacional

  1. Pingback: MANHAS & MANHÃS

  2. Nunca antes na história deste país. A mudança, transformação acompanha cada projeto do governo federal. Olha só esse! Divido com você. O blogueiro Luiz Muller sempre com novidades, matérias importantes a nos abastecer. O cara é fera!

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