A mídia, Aécio e Marina se utilizaram de uma mentira para afirmar que Dilma teria proposto “negociar” com terroristas. Mentirosos e canalhas deturparam a fala da Presidenta. A Presidenta defendeu o que o Brasil sempre tem defendido: a solução pelo diálogo e não pelo diálogo, dentro das regras internacionais. Lê abaixo a matéria publicada no Valor Econômico, que como todos sabem, não é nenhum jornal petista, mas pelo menos demonstra compromisso com a verdade:
Por Sergio Lamucci e Ana Luiza Farias* | Valor Econômico
NOVA YORK – A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que bombardear o grupo radical Estado Islâmico (Isis, na sigla em inglês) não resolverá o problema, criticando mais uma vez a ação militar na Síria pelos Estados Unidos e seus aliados contra a milícia islâmica. “Vocês acreditam que bombardear o Isis resolve o problema? Se resolvesse, estaria resolvido no Iraque”, respondeu Dilma, ao ser questionada se achava possível dialogar com o grupo.
“O que se tem visto no Iraque é a paralisia. Não sou eu quem estou dizendo, é só ler o ‘New York Times’ de ontem. O jornal diz que houve uma estagnação, porque o Isis tem apoio de comunidades sunitas”, afirmou a presidente, em entrevista a jornalistas brasileiros em Nova York, depois de falar na abertura da Assembleia Geral da ONU. “O que tem que olhar de fato é a raiz desse problema. Sabe quando se destampa a caixa e saem os demônios? Os demônios estão soltos.”
Segundo Dilma, é fundamental não esquecer o que ocorreu no Iraque. “Houve uma dissolução do Estado iraquiano”, disse a presidente, ressaltando que a invasão não resultou na paz no país. “Os fatos gritam”. Ela destacou que hoje bombardeiam o Iraque e que “há inclusive esse subproduto da invasão chamado Isis.”
Dilma afirmou que, como representante de uma nação como o Brasil, reconhecidamente pró-paz, é sua obrigação defender que isso não se repita, e que não se promovam mais ações fora do âmbito da legalidade da ONU. Ela reiterou a proposta do Brasil de que é necessário promover uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, com a inclusão do país como membro permanente do órgão.
“Constatamos que o uso da força, que vai desde intervenções amplas até localizadas, não construiu a paz no mundo. E que o melhor caminho para construir a paz é sempre o diálogo e a diplomacia”, disse ela. “E em que pese todo mundo concordar com isso, isso não tem sido praticado. Nós consideramos que a situação na Palestina, o conflito na Síria , no Iraque, na Líbia, da Líbia se expandindo e contaminando o Sahel, e na Ucrânia, têm que ser resolvidos dentro dos marcos legais internacionais.”
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