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Minha modesta opinião sobre os ministeriáveis da Dilma

Senador-Armando-Monteiro-Neto-18062013-645x431Minha modesta opinião sobre as nomeações que supostamente Dilma fará. Digo supostamente por que até agora estas noticias tem “vazado” para a mídia tradicional por estranhos instrumentos que aparentemente vem do palácio do Planalto. No meu entendimento o grande problema esta, como já esteve no 1º mandato de Dilma e também em menor escala no de Lula, na comunicação e não nas nomeações em si.  Digo por que. O que o episódio “corrupção” na Petrobras sinaliza é um desgaste significativo na seara parlamentar. A credibilidade do parlamento que já não é das melhores, poderá cair a patamares ainda mais baixos. Em pesquisa recente, o Instituto Data Popular constatou que  75% dos eleitores não confiam nos Deputados Federais e 65% não confiam nos Senadores. Na mesma pesquisa, 65% disseram não confiar nem mesmo no candidato que elegeram. Montar um governo que atenda a proporcionalidade partidária mas que olhe também para outras formas de organização da sociedade pode ser um bom movimento para evitar as turbulências que atingirão o congresso e o espectro partidário durante o próximo governo. Além do que, é sabido de todos o perfil extremamente conservador do congresso saído das urnas. Assim, chamar para dentro do Governo as representações de Classe parece ser o sinal que vem do Planalto. A CNA no Ministério da Agricultura, a CNI no Ministério da Indústria e Comércio, leva a representação empresarial do campo e da cidade diretamente para dentro do governo.A contrapartida neste diapasão serão representações da Classe Trabalhadora do campo e da cidade no Ministério do Desenvolvimento Agrário e no Ministério do Trabalho e Emprego e quiça na Previdência Social. Um governo assim, com costuras bem feitas, teria condições de governabilidade garantidas não só pelo Congresso nacional (desacreditado) mas também respaldado pelas classes sociais. Quanto ao triunvirato na Fazenda, Planejamento e Banco Central, nada mais normal. Os sinais de que o mercado se acalmou já vieram no dia seguinte aos anúncios. Com o mercado mais calmo, é possível ampliar as políticas sociais de outro lado, sendo exatamente isto que a Presidenta tem garantido a sociedade: ampliar o desenvolvimento econômico e os avanços sociais sem perder a estabilidade econômica. O problema não esta na nomeação em si, mas na forma pela qual a comunicação a sociedade é feita. Ao privilegiar o “vazamento” através da mídia tradicional, esta lhe dá o tratamento editorial que melhor lhe aprouver. E no caso, é sabido que o grande partido de oposição no Brasil é esta mesma mídia para a qual estes vazamentos lhe dão nas mãos as armas para combater o próprio governo que fornece os “vazamentos” e as noticias. Quanto ao PT, a este compete ir além dos cargos que tem no governo, se posicionar como partido dirigente e propor a sociedade as grandes mobilizações necessárias para arrancarmos a Lei dos meios de comunicação e a Constituinte Exclusiva para a Reforma Política. Com a governabilidade garantida e os movimentos organizados reivindicando não só pautas corporativas, mas pautas fundamentais para o avanço do país, o Brasil avançará rumo ao futuro. Caso contrário o retrocesso conservador já sentido nestas eleições se aprofundará e o Brasil e os Brasileiros só terão a perder.E falo do PT, não em demérito aos demais partidos de esquerda que lutam pelas mudanças, mas pelo tamanho que o PT ainda tem na sociedade brasileira, a ponto de ainda ser o partido apontado como preferido por 21% dos total de eleitores que tem alguma preferência partidária, quando o PSDB, que vem em segundo tem 5%. O PT não deveria abdicar de seu papel dirigente da Classe Trabalhadora, que lhe foi atribuído pela história.


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2 pensamentos sobre “Minha modesta opinião sobre os ministeriáveis da Dilma

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