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Governo garante Caixa 100% pública após pressão do Sindicato e da Contraf-CUT

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES - O diretor do Sindicato Paulo Matileti disse que o anúncio do governo Dilma em defesa da Caixa 100% pública é fruto da mobilização e da unidade dos bancários. O Sindicato do Rio realizou várias manifestações contra a abertura de capital do banco e está na vanguarda da luta em defesa dos bancos públicos
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES – O diretor do Sindicato Paulo Matileti disse que o anúncio do governo Dilma em defesa da Caixa 100% pública é fruto da mobilização e da unidade dos bancários. O Sindicato do Rio realizou várias manifestações contra a abertura de capital do banco e está na vanguarda da luta em defesa dos bancos públicos

A pressão da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro ), das federações e dos sindicatos garantiu uma vitória histórica contra os interesses do mercado de olho na possibilidade de abertura do capital da Caixa Econômica Federal. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, concederam entrevista coletiva na quarta-feira, dia 8, e anunciaram que a empresa continuará 100% pública. “Essa é uma vitória histórica dos empregados da Caixa e de toda a categoria bancária contra uma proposta neoliberal que colocava em risco a instituição pública mais importante do sistema financeiro. Impedir a abertura de capital do banco é preservar a Caixa como empresa pública e fortalecer a nossa luta em defesa do papel social que a empresa exerce através de programas sociais fundamentais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida”, comemora o diretor do Sindicato Paulo Matileti.
Na coletiva, Levy afirmou que “a Caixa Econômica continuará sendo uma empresa 100% pública, mas a atividade de seguros que hoje já tem sócios privados nós vamos modificar”. Segundo ele, os estudos terão como parâmetro a abertura de capital do BB Seguridade, do Banco do Brasil. Matileti destaca que a proposta da abertura de capital de seguros será analisada e acompanhada pelo Sindicato. “Vamos debater esta proposta da direção da empresa ouvindo nossas bases e não vamos aceitar nenhum projeto que traga prejuízos para os funcionários e ameace o papel social que a Caixa tem como empresa pública”, acrescenta.
Fruto da luta dos bancários
A vice-presidente do Sindicato, Adriana Nalesso, lembra que a vitória dos empregados é fruto da unidade da categoria e da pressão dos sindicatos e da Contraf-CUT.
“Está comprovado, mais uma vez, que só conseguimos avançar em nossos direitos e conquistas com a unidade da categoria e a nossa capacidade de mobilização. O Sindicato sempre estará junto aos bancários nas lutas em defesa da categoria e do desenvolvimento econômico e social do país”, afirma.
Para o representante eleito dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fernando Neiva, “a não abertura do capital da empresa é uma importante vitória da sociedade brasileira e, principalmente, dos bancários e bancárias da empresa. A Caixa é importante na condução das políticas públicas e no desenvolvimento das políticas socioeconômicas do Brasil”.Dezenas de manifestações foram realizadas em todo o país, convocadas pelas entidades sindicais. Na esfera política, o Comitê Nacional protocolou ofícios nos quais reforçou o pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo em defesa da Caixa 100% pública.


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