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Em São Paulo o fascismo já governa

Protestos de Estudantes contra a roubalheira da merenda escolar são reprimidos com tanques, cassetetes e armas em punho.

A Globo e a mídia tupiniquim subserviente e lesa pátria passaram anos repetindo mentiras e notícias ruins, distribuídas a rodo nas redes sociais sob os auspícios de grupos fascistas como Revoltados On Line, MBL e vem pra rua, fartamente financiados e devidamente instruídos por grupos americanos. Aqui no Blog, assim como muitos outros blogueiros e militantes, vimos insistindo na denúncia do avanço do fascismo. O Golpe desfechado contra a democracia no dia 17/04, naquele espetáculo bufa do impedimento da Dilma na Câmara dos Deputados, foi a deixa legal para abrir de vez as portas do inferno. Se antes o fascismo se revelava em ataques verborrágicos e sem conteúdo, tanto nas redes como na vida, depois do aval legal para o ataque definitivo a democracia, a violência contra os diferentes ganha dimensões cada vez mais graves. Manifestantes do MTST baleados, lideranças do MST assassinadas no Paraná, ataques individuais contra artistas como os perpetrados contra Zé de Abreu e outros menos famosos, e agora o ataque “legal”, de armas em punho, feito pelos agentes do Estado, contra Estudantes que protestam contra o evidente roubo da merenda escolar no Estado de São Paulo.

O fascismo antes disperso, agora já atua usando as próprias forças repressoras do Estado. O fascismo,patrocinado por forças internacionais e respaldado pelo subserviente patronato brasileiro, prepara os próximos ataques a ordem constituída, enquanto treina sua violência batendo em Estudantes que protestam por uma melhor educação.

Ou as esquerdas se dão conta de que não é só uma disputa de projetos governamentais, ou o fascismo prevalecerá, arrastando consigo inclusive os subservientes nacionais lesa pátrias, que deram guarida ao golpe.

Vai matéria do Brasil de Fato sobre a violência de hoje em São Paulo

Escola

Foto: Jornalistas Livres

Reintegração é executada e PM retira jovens do Centro Paula Souza com violência

Na Rede Brasil Atual

Os estudantes que mantinham a ocupação do Centro Paula Souza desde a última quinta-feira deixaram hoje (5) a unidade, O prédio no centro velho de São Paulo abriga a administração da autarquia responsável pelas escolas técnicas estaduais. A operação foi tensa. Os policiais militares da Tropa de Choque chegaram em cinco caminhões por volta de 5h e se postaram com armas em punho diante do edifício.

Por volta de 6h20, o mandado de reintegração foi recebido pelos estudantes, que tiveram 40 minutos para sair. Os alunos decidiram que a retirada seria pacífica, sem reação. Os policiais, entretanto, foram truculentos. Às 7h, começaram a segurar com hostilidade os jovens que viam pela frente e arrastá-los para foram. Foram desferidos socos, empurrões e golpes de cassetete. Parte da imprensa foi impedida de se aproximar e ficou separada por uma barreira policial. O jornalista Mauro Donato, do Diário do Centro do Mundo, teve ferimento no supercílio, segundo relato de um estudante.

A reintegração de posse foi executada poucas horas depois de o Tribunal de Justiça decidir autorizar a polícia do governo Alckmin a utilizar armamento letal e não letal na operação.

Os estudantes saíram em caminhada pelo centro e chegaram a bloquear a Avenida Tiradentes, principal via de acesso entre a zona norte, a região central e a zona sul da cidade.

O ensino técnico de São Paulo sofreu um corte de 72% no orçamento no último ano. Parte das escola não tinha fornecimento de alimentação mesmo para os alunos que estudam em tempo integral. As ocupações, que hoje se estende a 15 escolas técnicas estaduais, reivindicam ainda a instalação de CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo – que também está ocupada – para apurar o escândalo de corrupção envolvendo fornecedores e agentes públicos. Entre os acusados está o presidente do Legislativo, Fernando Capez (PSDB).

O movimento estudantil protesta também contra o processo de reorganização escolar promovido pelo governo Alckmin. No ano passado, o governo foi obrigado a rever seu plano de fechamento de turmas e escolas em toda a rede estadual depois de ver a comunidade escolar reagir com a ocupação de 211 escolas.

A Apeoesp, sindicato dos professores do estado, apurou, no entanto, que o processo de reorganização vem ocorrendo de modo “disfarçado” e acionou o Ministério Público. A Secretaria Estadual de Educação admitiu ao órgão que mais de 1.600 turmas em todos os níveis, do básico ao médio, foram fechadas nos primeiros meses deste ano. A entidade defende que a sociedade e movimentos sociais organizem um Grito pela Educação Pública de Qualidade.


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