Uma enorme quantidade de cargos do Palácio do Planalto – e vamos descobrir todos – está sendo ocupado por pessoas indicadas por Cunha – seus aliados – , que está cobrando a fatura do impeachment e organizando , estrategicamente, sua turma para facilitar as coisas para si.
Gustavo do Vale Rocha, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público , foi nomeado para o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.
Rocha confirmou que advogava para Cunha, mas disse que o fazia apenas em ações privadas, sem relação com o MP. Ele disse isso em sabatina no Congresso.
Geddel Oliveira , nomeado ministro-chefe da Secretaria de Governo , um dos líderes do PMDB , grande aliado de Cunha e citado várias vezes na Lava jato.
Carlos Henrique Sobral, nomeado chefe de gabinete da Secretaria de Governo , que até poucos dias atrás era assessor especial de Eduardo Cunha na presidência da Câmara.
Diretor presidente da EBC , jornalista Laerte Rímoli, também assessorou Cunha na Câmara e fez parte da sua tropa de choque.
Ele trabalhou no gabinete do peemedebista e conduziu a TV Câmara com mãos de ferro. Rímoli foi coordenador de comunicação da campanha para presidente, de Aécio Neves.
O advogado Alexandre de Moraes, foi nomeado para o Ministério da Justiça , além de advogar para alguns membros do PCC, já advogou também para o peemedebista.
Ele conseguiu que Cunha fosse absolvido no STF em uma ação por uso de documento falso.
Antes do afastamento da presidenta Dilma , em um grande lobby comandado por Cunha – que continua até agora – o peemedebista queria Alexandre na Advocacia-Geral da União.
Essa é de lascar! – Deputado André Moura – PSC – assumiu a liderança do governo, indicado também por Cunha.
Moura é réu em três ações penais no STF por desvio de recursos públicos.
É mais um dos integrantes da tropa de choque que tenta evitar a cassação de Cunha no Conselho de Ética da Casa, e é réu em três ações penais no STF por desvio de recursos públicos e também pesa contra ele suspeita de tentativa de homicídio contra um ex-aliado que virou seu inimigo político.
E se não bastasse a imoral indicação de Cunha, para termos uma noção da estirpe dessa Câmara dos Deputados , quase metade apoiou o nome de Moura , mesmo ele estando nessa situação na justiça.
É o golpe cada vez mais claro.
E Eduardo Cunha, um dos comandantes da corrupção na Petrobras e “homem que não consegue explicar de forma alguma as quase dez contas ilegais que existem na Suíça em seu nome e de sua família que receberam propinas” – a justiça da Suíça já provou que as contas ilegais são suas – , é um dos homens que comandam o governo interino e roubado, cujo chefe oficial é Temer.
Max Tebaldi
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