Por Fernando Brito no TIJOLAÇO
“Muy amigo”: ajuda federal ao RS depende da privatização do Banrisul
O parceiro de Michel Temer, Eliseu Padilha, nega e diz que a decisão depende do governador, mas que a ajuda depende de que se ofereçam as “jóias da coroa”, como é o banco estadual.
A importância do Banrisul para a economia gaúcha é imensa, desde que foi criado, em 1928, por Getúlio Vargas – então “presidente” do Estado – para financiar a agricultura sul-riograndense e também para a catarinense.
No último balanço anual divulgado, o de 2015, deu lucro de R$ 838 milhões. Não é, portanto, deficitário, longe disso.
É o 11° banco nacional em valor de ativos e o sétimo entre os de varejo, se não entrarem na lista os bancos de investimento (BNDES, Pactual, Safra e Votorantim). Isso mesmo sendo muito regionalizado, com relativamente poucas agências fora do Sul do Brasil. Seus ativos totais, em março de 2015, somavam R$ 61,4 bilhões.
Está na cara a velhacaria da proposta de “ajuda aos Estados”, não está? É faca no pescoço para venderem o que lhes resta de patrimônio.
As tradições gaúchas vão parar no bolso de um Itaú, de um Bradesco ou de um Santander.
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