A depressão do governo de Michel Temer tirou o emprego de 414 mil pessoas em 2016 no setor da construção civil, diz pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a FGV, com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.
O resultado representa queda de 14,33% no nível de emprego do setor na comparação com 2015. Só em dezembro, o patamar caiu 3,63% em relação a novembro, com corte de 93,7 mil vagas. Foi o 27º mês seguido de queda, informa reportagem do Valor Econômico, que divulgou os dados da pesquisa.
Para o presidente do sindicato, José Romeu Ferraz Neto, a expectativa não é boa: “a tendência é de mais cortes de emprego para os próximos meses”. “Desde o início de 2016 alertávamos que chegaríamos a mais de 1 milhão de demitidos desde o início da crise, se o governo não adotasse medidas emergenciais para estimular a construção civil”, comentou.
“E com exceção do Programa Minha Casa, Minha Vida, não vemos no curto prazo outras iniciativas que levem a contratações de mão de obra para setor”, acrescentou Ferraz.
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