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Em “Cachorro não é uísque”, José Weis mostra seu estilo sintético de fazer poesia

Por HIGINO BARROS no JORNAL JÁ

O poeta Vinicius de Moraes, além de ser um dos mais consagrados letristas da bossa nova, tornou-se conhecido por ser autor de frases que entraram na memória filosófica e poética do Brasil. Uma delas dizia que” uísque é o cachorro engarrafado, por ser o melhor amigo do homem”.

Pois o reverso desse anunciado, “Cachorro não é uísque” (Ed. Kazuá), dá o nome ao livro de poemas, primorosamente editado, que o ex-jornalista José Weis lança na sexta-feira, dia 19, às 19 h, no bar Tutti Giorni, na escadaria do viaduto Otávio Rocha, no centro da capital.

É o segundo livro de poemas de Weis. O primeiro foi “Lenhador de Samambaias”, em 2012, edição do Instituto Estadual do Livro. Da atual obra, o poeta e ensaísta Caio Cardoso Tardelli registra: “Embora não seja farta de micropoemas (aqueles que não passam de um ou dois versos e que se tornaram comuns em terras tupiniquins) mostra como seu autor tem um profundo domínio sobre o estilo sintético de se escrever poesia”.

Econômica em rimas, a poesia de José Weis reflete sobre as relações humanas, seu universo existencial, sua visão de mundo, dores, amores, descobertas, chegadas e partidas, embora praticada para obter o que dá para se chamar de “não poesia”.

Sem cerimônia

Sobre isso, o poeta e crítico Ronald Augusto, que faz o prefácio do livro de José Weis, pontifica: “ a poesia não existe, o que existe mesmo é a obra desse ou daquele poeta, um troço sensível pra cachorro, se quisermos adotar como explicação essa metáfora sem cerimônia de José Weis. A poesia precisa ser presentificada em um percurso poético-textual; ela deve se entranhar nos poemas dos poetas”.

José Weis conta que sua produção é somatório de leituras que passam por Monteiro Lobato, Julio Verne, Guimarães Rosa, João Antônio e Graciliano Ramos, no terreno de romance, enquanto na poesia é influenciada por Cecília Meireles, Adélia Prado, Alice Ruiz, João Cabral de Melo, Carlos Drummond de Andrade, mestres da rima, entre outros. Mas acima de tudo, por Manoel Bandeira.

“Esses poemas foram gestados nos últimos três anos e alguns retrabalhados até chegar ao atual formato. Agora eles pertencem ao mundo, ganham vida própria e já começo a pensar em outros escritos. Gosto de narrativas curtas, a poesia é a mais instigante, mas pretendo me aventurar em contos”, conclui José Weis.

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