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Embalada por agenda de Bolsonaro, polícia do Rio mata 16% a mais em 2019

Crianças como Agatha e Jovens negros como Brayan viram só estatísticas de mortes cometidas pela Polícia do RJ.

Se já anda assim, só pelo discursos ideológico de Bolsonaro, como mancheteia a Revista Exame da golpista Editora Abril, imaginem como seria se Moro conseguisse aprovar a Lei que dava licença para a Polícia Matar qualquer um “sob forte emoção” , e ao invés de no mínimo investigado, o policial ainda fosse condecorado por crimes como os assassinatos de Agatha e Brayan, por que apesar de tudo, teriam feito movidos pela “forte emoção” de estarem em risco. Mas nem estavam.

Segue a matéria da Revista Exame, afeta a manchete que intitula este Post

Eleições de 2018 tiveram vitórias de políticos da extrema-direita com agendas agressivas de segurança pública, como Jair Bolsonaro e Wilson Witzel

Witzel-e-Bolsonaro

Witzel e Bolsonaro: políticos se elegeram em 2018 em meio à onda conservadora (Marcos Correa/PR/Flickr)

São Gonçalo — Pouco antes de sair do trabalho como professora na tarde de 17 de maio, Alessandra Mattos recebeu uma mensagem de voz repleta de pânico.

“Alessandra!”, disse um parente, “aconteceu um acidente com o Brayan”.Veja também

Ela pegou seus pertences, fez sinal para um mototáxi e seguiu para uma favela em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Lá, morto em uma poça de sangue, estava Brayan Mattos dos Santos, sobrinho de 19 anos que ela ajudou a criar.

Ela tentou chegar mais perto, mas um policial impediu a passagem.

“Não fui eu”, disse o policial, segundo Alessandra. “Não fui eu.”

O “acidente”, Alessandra logo percebeu, é o tipo de destino temido por famílias de jovens negros no Brasil. Jovens negros e pardos como Brayan há tempos estão desproporcionalmente representados entre vítimas de homicídios no país, que têm o número mais alto de assassinatos no mundo.

Agora, em meio a um aumento da repressão a suspeitos de crimes defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, estes jovens estão morrendo cada vez mais pelas mãos da polícia.

Não foram encontrados armas, drogas ou materiais ilegais com Brayan, um entusiasta de carros e motos que havia começado recentemente a trabalhar como motorista de Uber. Ele possivelmente estava no lugar errado na hora errada — perto de um ponto de venda de drogas na hora que uma operação policial acontecia.Veja também

A morte do jovem, em um Estado onde assassinatos cometidos pela polícia aumentaram 16% este ano, de acordo com dados do governo, está sendo investigada por procuradores do Rio.

A operação é uma das muitas incursões letais que ativistas de direitos humanos, alguns moradores do Rio e parlamentares da oposição veem como uma campanha ilegal e sangrenta em bairros historicamente violentos no Estado.

Encorajadas por vitórias no ano passado de políticos da extrema-direita com agendas agressivas de segurança pública, as forças policiais estão superando as próprias reputações de estarem entre as mais violentas do mundo.

Entre as vítimas estão pessoas como Brayan, que não tinha ligações com atividades criminosas. No final de setembro, centenas de pessoas se juntaram na zona norte do Rio em luto pela morte de menina Ágatha Félix, de 8 anos, que foi baleada, segundo testemunhas, por um policial que errou o alvo quando mirava um motociclista. A morte ainda está sendo investigada.

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