centro histórico/Porto Alegre

NA ORLA DO GUAÍBA, MEMORIAL DESENHADO POR OSCAR NIEMEYER HOMENAGEIA UM DOS MAIS ILUSTRES PORTO ALEGRENSES

Porto Alegre – RS, 04.06.2014 Visita as obras do Memorial Luiz Carlos Prestes Fotos: Ivo Gonçalves/PMPA

O MEMORIAL foi concebido, desenhado e Construído para homenagear LUIS CARLOS PRESTES e inaugurado em 2017.

Agora uma Vereadora Bolsonarista quer tirar o nome do Memorial que foi Desenhado e Construído justamente para Homenagear LUIS CARLOS PRESTES e chamar o memorial de outro nome qualquer.

A Vereadora quer apagar partes da história e da memória de Porto Alegre e apagar dela os nomes de cidadãos que ajudaram Porto Alegre a ser o que é no Brasil e o que o Brasil vinha sendo no mundo até a ascensão de Bolsonaro ao poder.

Quem foi Luís Carlos Prestes? Reproduzo Artigo da insuspeitável Wikipédia sobre este Militar Porto Alegrense conhecido no mundo inteiro por sua luta contra as Injustiças e em Defesa da Soberania Nacional:



Luis Carlos Prestes, Capitão do Exército servindo no batalhão ferroviário de Santo Ângelo, Rio Grande do Sul. 1924 |

Luís Carlos Prestes (Porto Alegre, 3 de janeiro de 1898 – Rio de Janeiro, 7 de março de 1990)[2] foi  uma das personalidades políticas mais influentes do Brasil durante o século XX.

Prestes ganhou fama nacional ao liderar a Coluna Prestes na década de 1920.

Formação e início de carreira

Filho de Antonio Pereira Prestes[9] e Maria Leocádia Felizardo Prestes,[2] formou-se no secundário no Colégio Militar e em Engenharia Militar pela Escola Militar do Realengo[2] no Rio de Janeiro, em dezembro de 1919. Foi engenheiro ferroviário na Companhia Ferroviária de Deodoro, como tenente, e durante o ano de 1921 foi instrutor na Escola Militar até o final desse ano, quando voltou a Companhia Ferroviária.[10]

Tenentismo

Prestes participou do levante de 1922 no Rio de Janeiro, conhecido como a revolta dos 18 do Forte de Copacabana, com o objetivo de derrubar Epitácio Pessoa, então presidente, e impedir a posse de Artur Bernardes, devido a cartas, supostamente suas, que foram publicadas em jornais, nas quais atacava o exército e o Marechal Hermes da Fonseca. O movimento acabou em fracasso.[11] Como punição a essa participação naquele movimento tenentista, foi mandado para a cidade de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, onde foi engenheiro militar durante dois anos. Abandonou o exército em 1924 e foi trabalhar em uma empresa de engenharia civil, implantando a rede de iluminação elétrica da cidade e também construindo uma ponte ferroviária na região. Um mês depois, começaria a organizar o movimento político-militar que ficaria conhecido como Coluna Prestes.[12][13]

Em outubro de 1924, já capitão, Luís Carlos Prestes liderou um grupo de rebeldes na região missioneira do Rio Grande do Sul. Saiu de Santo Ângelo e se dirigiu para São Luís Gonzaga, onde permaneceu por dois meses aguardando munições do Paraná, que não vieram. Aos poucos, foi formando o seu grupo de comandados que vieram de várias partes da região. Rompendo o famoso “Anel de ferro” propagado pelos governistas, rumou com sua recém-formada coluna para o norte até Foz do Iguaçu. Na região sudoeste do estado do Paraná, o grupo se encontrou e juntou-se aos paulistas, formando o contingente rebelde chamado de Coluna Miguel Costa-Prestes, com 1 500 homens, que percorreu por dois anos e cinco meses 25 000 km. Em toda esta volta, as baixas foram em torno de 750 homens devido à cólera, à impossibilidade de prosseguir por causa do cansaço e dos poucos cavalos que tinham, e ainda poucos homens que morreram em combate.[3]

Os estudos na Bolívia e na União Soviética, Eleições de 1930

Prestes, em foto da Alemanha

Prestes, apelidado de “Cavaleiro da Esperança”, passou a estudar marxismo na Bolívia, para onde havia se transferido no final de 1928, quando a maioria dos integrantes da Coluna Miguel Costa-Prestes se exilara. Lá travou contato com os comunistas argentinos Rodolfo Ghioldi e Abraham Guralski, este último dirigente da Internacional Comunista (IC).

Na 1a Conferência Latino-americana dos Partidos Comunistas, que se realizou em junho, em Buenos AiresArgentina, com o objetivo de apreciar a situação dos PCs latino-americanos face às resoluções do VI Congresso da IC. Foram indicados Paulo de Lacerda, Mário Grazini, Danton Jobim e Leôncio Basbaum. Onde ficou deliberado que, após chegar ao Brasil, um deles iria procurar Prestes e convidá-lo a participar das eleições presidenciais de 1930, na tática da aliança de classes.[14] com Prestes não aceitando o convite. a não-concretização da aliança entre o PCB e Prestes determinou o início do “prestismo”, quando muitos comunistas abandonaram o partido para seguir a liderança de Prestes.

O vencedor do pleito foi candidato oficial o paulista Júlio Prestes, mas maioria dos políticos e tenentes da Aliança Liberal não aceitou o resultado das urnas, iniciando-se um levante, com base no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, para o fim da Politica do Café com Leite.

Prestes foi convidado a comandar militarmente a Revolução de 1930 ao lado de Getúlio Vargas, chefe civil. Entretanto, os recursos financeiros tardaram a chegar. Quando Osvaldo Aranha, um dos líderes revolucionários, enviou-lhe cerca de oitocentos contos de réis para a compra de armamento, Prestes já decidira não mais participar do movimento liderado por Vargas. repassando o dinheiro para a Internacional Comunista na Argentina.[15]

Em 1931, mudou-se para a União Soviética a convite do país. Lá, trabalhou como engenheiro e dedicou-se a estudos marxistas-leninistas. Por pressão do Partido Comunista da União Soviética, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) o aceitou como filiado em agosto de 1934.

Sendo eleito membro da comissão executiva da Internacional Comunista, voltou como clandestino ao Brasil em dezembro de 1934, acompanhado pela alemã Olga Benário, também membro da IC.

O comando da ANL e a deportação de Olga

Bilhete de Luís Carlos Prestes a Trifino Correia.[16]Prestes no Tribunal de Segurança, em 1937.

O recém-constituído movimento Aliança Nacional Libertadora (ANL), de cunho nacionalista e democrático, contando com a participação de ex-tenentistas, setores médios da sociedade e mesmo os comunistas, que seguiam diretrizes de apoiar movimentos deste tipo, teve Prestes como seu presidente de honra.[17]

Prestes procurou então aliar o enorme crescimento da ANL com a retomada de antigos contatos no meio militar, para criar as bases que julgava capazes de deflagrar a tomada do poder no Brasil. Em julho de 1935, divulgou um manifesto exigindo “todo o poder” à ANL e a derrubada do governo Vargas.

Em novembro, eclodiram insurreições, primeiro nas guarnições do exército de Natal e Recife. Posteriormente, Rio de Janeiro se sublevou em solidariedade às outras duas capitais, com Prestes e os demais militantes do PCB crendo ser o momento da derrubada de Vargas. Entretanto, os levantes foram facilmente debelados pelo governo, cuja polícia política, liderada por Filinto Müller, desencadeou um violento processo de repressão, prisões, torturas e assassinatos.

Na época, Moscou criara em MontevidéuUruguai, o Secretariado Latino-Americano, que operava clandestinamente e queria aproximar as organizações comunistas da América Latina de Moscou. Olga e Prestes eram apoiados financeira e logisticamente através desta organização. Após o fracasso do Levante de 1935, que ficou pejorativamente conhecida pelo nome que os militares empregaram, a Intentona Comunista e a descoberta destas operações, o Uruguai rompeu relações com a União Soviética, no final de 1935.[18]

Em março de 1936, Prestes foi preso, perdeu o posto de capitão e iniciou uma pena de prisão que durou nove anos. Em 1940, foi condenado a trinta anos de prisão pela participação como mandante no assassinato da militante Elza Fernandes,[19] tendo sido anistiado por Getúlio Vargas em 1945, em troca de apoio político.[20] Sua companheira Olga Benário, mesmo grávida, foi presa e depois deportada para seu país de origem. Mesmo sendo judia e de conhecimento geral que a sua ida para a Alemanha era uma sentença de morte, o presidente Getúlio Vargas decretou a deportação. Foi executada na câmara de gás no campo de concentração nazista de Ravensbrück. A criança, Anita Leocádia Prestes, nasceu em uma prisão na Alemanha, mas foi resgatada pela mãe de Prestes, após intensa campanha internacional.[21]

O fim do Estado Novo, anistia, e a volta à clandestinidade

Com o fim do Estado Novo, Prestes foi anistiado, elegendo-se deputado federal pelo Distrito FederalPernambuco e Rio Grande do Sul, mas renunciou a esses mandatos para assumir a vaga de senador que lhe foi entregue pelos cariocas com 157.397 votos.[22] Foi senador de 1946 a 1948.[2]

Assumiu a secretaria geral do Partido Comunista do Brasil (PCB), mas o registro do partido foi cassado em maio de 1947, e em janeiro de 1948 foi cassado seu mandato de senador. Novamente Prestes foi perseguido e voltou à clandestinidade.[1] Em 2013, o Senado Federal, por iniciativa do senador comunista Inácio Arruda, tomou a decisão de restituir seu mandado e de cancelar a cassação.[23][24]

Na Assembleia Constituinte de 1946, Prestes liderava a bancada comunista de 14 deputados composta por, entre outros, Jorge Amado, eleito pelos paulistas, Carlos Marighella, pelos baianos, João Amazonas, o mais votado do país, escolha de 18 379 eleitores do Distrito Federal, e o sindicalista Claudino Silva, único constituinte negro, também eleito pelo Rio de Janeiro.

Durante a constituinte, Prestes fechou questão a favor da emenda nº 3 165, de autoria do deputado carioca Miguel Couto Filho, que dizia: “É proibida a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência”.[25]

Em 1950, conheceu sua segunda companheira, a pernambucana Altamira Rodrigues Sobral, que passou a se chamar Maria Prestes. Maria era mãe de dois meninos, Pedro e Paulo. Da união com Prestes nasceram outros sete filhos: João Antonio, Rosa, Ermelinda, Luís Carlos, Zoia, Mariana e Yuri. Prestes e Maria viveram juntos por 40 anos, até a morte de Prestes.

Em 1958, Prestes teve sua prisão decretada, porém foi revogada por mandado judicial.

Ditadura militar

Após o golpe militar de 1964, com o AI-1, Prestes teve seus direitos de cidadão novamente revogados por dez anos. Foi perseguido pelo governo, mas conseguiu fugir. Ao revistar sua casa, a polícia encontrou uma série de cadernetas que deram base a inquéritos e processos, como o que condenou Giocondo Dias.

Exilou-se na União Soviética no final dos anos 1960, regressando ao Brasil devido à anistia de 1979.

Em março de 1980, publica a Carta aos Comunistas, por meio da qual rompe com o PCB.[26]

Os últimos anos

Prestes defendeu durante toda sua trajetória política a necessidade de se criarem as condições para a construção de um partido comunista efetivamente revolucionário.[27]

Nos anos 1980, foi insistentemente assediado por grupos e personalidades de esquerda para que liderasse um novo partido revolucionário. Mas, na sua posição, esse partido surgiria das lutas do povo, dos quadros que daí se forjariam.[28] Os comunistas alinhados às ideias de Prestes viriam a fundar uma organização somente em 1992, com o nome Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, hoje Polo Comunista Luiz Carlos Prestes. Neste período, apoiou as candidaturas de Leonel Brizola ao governo do estado do Rio de Janeiro e, em 1989, à Presidência da República. Segundo o historiador Daniel Aarão, Prestes apoiou criticamente a candidatura de Brizola, do PDT em 1982, recebendo por isso o título de presidente de honra deste partido, cargo que manteve até sua morte.[29]

Em 7 de março de 1990, Luís Carlos Prestes morreu na cidade do Rio de Janeiro. Seu enterro foi acompanhado por uma expressiva multidão.

Representações na cultura e herança histórica

Cinema e televisão

Em 1985, participou da histórica estreia do programa Tribunal do Povo, debatendo sobre socialismo e capitalismo com Roberto Campos.

Luís Carlos Prestes já foi retratado como personagem no cinema e na televisão. No cinema, o filme “O País dos Tenentes” (João Batista de Andrade/1987), onde Prestes foi interpretado por Cassiano Ricardo, que depois o representou também na novela Kananga do Japão (1989) e Caco Ciocler no filme Olga (2004), baseado no livro homônimo de Fernando Morais.

Em 1997, foi lançado o documentário Prestes, o Cavaleiro da Esperança[30][31] e, em 1998, no ano do centenário de seu nascimento, a escola de samba Acadêmicos do Grande Rio o homenageou em seu desfile no grupo especial do carnaval do Rio de janeiro com enredo Cavaleiro da Esperança, obtendo o 8° posto.

Também em 1997, foi lançado o documentário O Velho – A história de Luiz Carlos Prestes de Toni Venturi, com a participação de diversas personalidades da política, jornalismo e outros que fizeram parte da vida de Prestes.[32]

Música

O cantor e compositor Taiguara, que foi um grande amigo e seguidor de Prestes, fez a canção Cavaleiro da Esperança em sua homenagem. Após anos de performance da música ao vivo, ela foi finalmente gravada no álbum Brasil Afri, de 1994 – último de Taiguara antes de sua morte.[33]

A banda de rock Subversivos dedicou a Luís Carlos Prestes sua música “Cavalheiro de esperança”.[34]

Poesia

O poeta chileno Pablo Neruda, em seu livro mais aclamado, Canto Geral (obra que remonta a história da América Latina do ponto de vista dos povos explorados), dedicou um poema a Luís Carlos Prestes. Nele, Prestes é chamado por Neruda de “claro capitão”. O poema foi lido em visita ao Brasil do poeta comunista no ano de 1945, no estádio do Pacaembu: “Quantas coisas quisera hoje dizer, brasileiros…”. Também no livro Confesso que vivi, cita em duas passagens Carlos Prestes: a primeira quando relata sua viagem à China na companhia de Jorge Amado, fazendo referência à mudança no estilo de texto de Jorge Amado devido, entre alguns fatores, ao histórico de Carlos Prestes, e a segunda quando relata sua passagem pelo Rio de Janeiro em que, supostamente, se esqueceu de um almoço que tinha marcado com Carlos Prestes, porque confundiu o dia do encontro devido aos nomes dos dias da semana em português.

Livros

Jorge Amado em prosa e verso retrata a biografia de Prestes em seu livro O Cavaleiro da Esperança, publicado em 1944.

Em 2012, Anita Leocádia Prestes, filha de Luís Carlos Prestes e Olga Benário, lançou o livro Luiz Carlos Prestes – O combate por um partido revolucionário (1958-1990). Em 2016, lançou uma biografia, pela editora Boitempo, intitulada Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro.

Miguel M. Abrahão, em seu romance histórico, adaptado de sua peça teatral homônima A Escola, Ed. Espaço Jurídico, 2007, 312 pgs. e Ed. Vieira e Lent, 2011, 273 pgs., descreve Prestes e os meses que antecedem sua vida política, pouco antes da Intentona Comunista de 1935.

William Waack no livro Camaradas, São Paulo, Cia das Letras, 1983, 416 p., relata a vida de Prestes na URSS e no Brasil dos anos 1930, suas relações de amizade e articulações políticas, tendo como base os arquivos soviéticos disponibilizados ao público após a Guerra Fria.

Em 2014 foi publicada biografia de Prestes “Um revolucionário entre dois mundos” escrita pelo historiador brasileiro Daniel Aarão Reis.[35]

Em 2005 foi publicada biografia de Prestes “Vida e luta do Cavaleiro da Esperança” escrita pelo historiador russo Boris Koval.[36]

Arquitetura e logradouros

Oscar Niemeyer homenageou o amigo e camarada em suas obras. Na Praça dos Girassóis, em PalmasTocantins, existe memorial à Coluna Prestes, inaugurado em 1991.[37]

 Em Porto Alegre, foi inaugurado em 2017 o Memorial Luiz Carlos Prestes, obra criada com intuito de homenagear a vida de Prestes na arquitetura e na exposição permanente.[38]

Parque Luís Carlos Prestes – Rolinópolis, São Paulo – SP.

Leia matéria do Jornal JÁ sobre a nova intentona contra a História Real promovida desta vez por uma Vereadora Bolsonarista de Porto Alegre, querendo que se apague uma parte da História de Porto Alegre. É apagando a história real que esta gente acaba fazendo vingar as mentiras repetidas mil vezes, por que já não há memória da Verdade.

Guerra ideológica mira memorial Luís Carlos Prestes em Porto Alegre

Memorial Luiz Carlos Prestes foi inaugurado em outubro de 2017.Fotos: Ivo Gonçalves/PMPA

O Memorial Luis Carlos Prestes, obra  de Oscar Niemeyer,  na Orla do Guaíba tornou-se alvo de uma disputa ideológica na Câmara de Porto Alegre.

A vereadora Comandante Nádia (DEM) ingressou com uma indicação ao Executivo para que envie um projeto propondo   a supressão do nome do líder comunista, mudando para “Memorial Cidade de Porto Alegre”.

Normalmente as indicações passam pelas comissões e vão direto ao Executivo sem maiores problemas quando não sofrem rejeição, mas esta teve um empate na Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) e por isso irá para votação em Plenária.

Se aprovada, a indicação chegará ao prefeito Sebastião Melo, que poderá  ou não enviar um projeto com o conteúdo proposto.

No documento a parlamentar justifica a indicação com um texto do ex-vereador Wambert di Lorenzo que em 2017, às vésperas da inauguração do local tentou mudar o nome do memorial para “Museu do Povo Negro”.

Na ocasião, em sessão que teve bate boca e tumulto , a Câmara rejeitou o projeto por 19 votos à 13.

Procurada pela reportagem do Jornal Já na tarde desta quarta-feira, enquanto ocorria a sessão, a vereadora não quis falar à respeito ou conceder entrevista sobre a indicação. “Não vou falar sobre isso agora”.

A Vereadora Comandante Nádia, do DEM, | Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

História do Memorial Luis Carlos Prestes 

A  homenagem ao líder comunista Luis Carlos Prestes foi decidida em 1990, quando a Câmara aprovou projeto do então vereador  Vieira da Cunha, cedendo uma área do município de Porto Alegre para a construção de um memorial.

A Prefeitura cedeu um terreno, na Edvaldo Pereira Paiva, cruzamento com a Ipiranga que teve sua pedra fundamental inaugurada em 1998. Somente 11 anos depois, em 2009 a Câmara autorizou  a concessão de uso do terreno e para conseguir erguer o prédio projetado por Niemayer, metade foi cedida para a Federação Gaúcha de Futebol, que construiu um prédio de três andares no local.

“Esse projeto para tirar o nome do Prestes é absolutamente sem sentido, um absurdo, é uma tentativa de atacar ideologicamente uma obra consagrada” falou o vereador Pedro Ruas (PSOL) que participou da reunião, junto com Vieira da Cunha, em que foi pedido para Oscar Niemeyer, que também era comunista que elaborasse o projeto em homenagem ao Luis Carlos Prestes. “Seria enganar Niemeyer que fez essa obra para homenagear o seu líder.” finalizou.

Prefeito votou favorável do projeto que concedeu o terreno.

Votado no dia seis de maio de 2009 a Câmara Municipal aprovou, por 28 votos favoráveis e um contrário, projeto do Executivo que autorizou a concessão de uso de terreno do Município à construção da nova sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e do Memorial Luis Carlos Prestes.

Entre os favoráveis estava o do então vereador Sebastião Melo que, caso a indicação chegue à sua mesa, terá de decidir se segue em frente com a ideia.

Nos corredores da Câmara se fala que a proposta é mera intenção de levantar debate ideológico. “Ela quer colocar no colo do prefeito um tema que só interessa e serve para o eleitorado dela” comentou um assessor político.

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