política/Porto Alegre

Natasha Ferreira aprova projeto que reconhece a Parada Livre como Patrimônio Cultural Imaterial de Porto Alegre

Projeto reforça a importância histórica e cultural de uma das Paradas Livres mais antigas do Brasil

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou nesta quarta-feira (26) um projeto de lei, de autoria da vereadora Natasha Ferreira (PT), que declara a Parada Livre de Porto Alegre como Patrimônio Cultural Imaterial do Município. A proposta reconhece oficialmente a importância histórica, cultural, política e social do maior evento de diversidade da capital, realizado anualmente no Parque Farroupilha. A proposta foi aprovada por unanimidade.

A Parada Livre, que teve sua primeira edição em 1997, consolidou-se como uma das maiores e mais antigas manifestações de visibilidade LGBTI+ do país, com a mesma idade da Parada de São Paulo. Ela foi criada pelo Nuances (Grupo Pela Livre Expressão Sexual) e tem suas raízes na luta por direitos humanos inspirada pela Revolta de Stonewall (1969). Sua organização é coletiva, reunindo mais de 15 entidades e movimentos sociais.

Segundo Natasha, o reconhecimento fortalece institucionalmente um evento que já faz parte da memória afetiva e política da cidade.

“A Parada Livre é um marco na luta por direitos da população LGBTI+ no Brasil. Há quase 30 anos, esse evento é um símbolo de orgulho e resistência. Torná-lo patrimônio imaterial reconhece a importância da Parada para a nossa cidade e garante que essa história de luta seja preservada e valorizada pelas próximas gerações” , afirmou a vereadora.

O projeto destaca ainda o impacto econômico e turístico do evento, que mobiliza milhares de pessoas no Parque Farroupilha e movimenta o comércio dos bairros Bom Fim e Cidade Baixa. Além disso, reforça o papel da Parada como espaço de expressão artística e cultural, com shows, performances e ações de conscientização sobre direitos humanos e combate à discriminação.

Com a aprovação, a Parada Livre passa a integrar oficialmente o conjunto de manifestações e expressões protegidas pelo patrimônio cultural imaterial do município. O projeto agora segue para sanção do prefeito.


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