por gnueverton
A ditadura dos EUA e Trump estão articulando uma guerra híbrida contra o Brasil e o presidente Lula, combinando o ataque terrorista contra a Venezuela, o sequestro do presidente Nicolás Maduro, com a manipulação das eleições brasileiras de 2026 por meio de suas monarquias digitais.
O ataque dos EUA contra civis em Caracas, capital da Venezuela, neste dia 3 de janeiro, pode se espalhar e atingir outros territórios na América Latina, como Colômbia e México. O mais provável contra o Brasil não é um ataque militar, mas sim um ataque das Big Techs, os senhores feudais que controlam monarquias digitais que defendem o terrorismo da ditadura dos EUA, com o objetivo de impedir que o presidente Lula seja eleito pelo povo brasileiro pela quarta vez neste ano.
Essa ação terrorista dos EUA tem os seguintes objetivos:
1) Afirmado pelo próprio Trump: os EUA querem controlar o petróleo da Venezuela, que possui cerca de 17% das reservas de petróleo do mundo, o equivalente a mais de 300 bilhões de barris, volume quase quatro vezes maior que o dos EUA, e produz cerca de 1 milhão de barris por dia, segundo órgãos internacionais do setor energético (https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-vao-estar-fortemente-envolvidos-com-petroleo-da-venezuela-afirma-trump/);
2) Demonstrar mais força militar;
3) Impedir a reeleição do presidente Lula no Brasil.
As monarquias digitais Meta, Google, Amazon e X, que operam sob a lógica do capitalismo de vigilância para senhores feudais digitais lucrarem mais, atuam de forma sistemática contra a democracia, silenciam vozes de esquerda e apoiam a extrema-direita no Brasil. Isso não é opinião, mas um fato visível para quem observa com atenção. Quem não percebe essa realidade ou é ingênuo, ou está deliberadamente desatento aos fatos.
Essas plataformas estão claramente alinhadas aos interesses dos Estados Unidos, que seguem uma agenda terrorista, fascista e imperialista. Elas fortalecem a extrema-direita brasileira de diversas formas:
– Derrubando sistematicamente perfis de pessoas e coletivos de esquerda;
– Dificultando o acesso aos conteúdos do presidente Lula e de parlamentares progressistas;
– Reduzindo artificialmente o alcance de quem critica Trump, o genocídio em Gaza, o fascismo e o bolsonarismo.
Para situar a gravidade do contexto: durante a Guerra Fria (1947–1989), os Estados Unidos tentaram derrubar governos de outros países 72 vezes, sendo 6 dessas intervenções abertas e sem disfarce. Esses dados não são teoria da conspiração, mas resultado de pesquisa rigorosa da professora Lindsey O’Rourke, da Universidade Boston College, amplamente divulgada, inclusive no Washington Post (https://www.dw.com/pt-br/como-trump-vem-interferindo-na-pol%C3%ADtica-interna-de-outros-pa%C3%ADses/a-74984042 ).
Recentemente, um documento da Casa Branca de 2 de dezembro de 2025 mostra a política externa dos EUA sob Trump:
“Desde que assumi o cargo, tenho perseguido de forma agressiva uma política de paz por meio da força, colocando os Estados Unidos em primeiro lugar. Restauramos o acesso privilegiado dos EUA ao Canal do Panamá, estamos restabelecendo a supremacia marítima americana e interrompendo práticas antimercado nos setores de logística e nas cadeias de suprimentos internacionais.” (https://apublica.org/2025/12/trump-o-plano-para-intervencao-na-america-latina/ )
Diante desse histórico de interferência em processos eleitorais e considerando que Trump admitiu publicamente, em entrevista, ter interferido nas eleições de Honduras, do Chile (https://x.com/teleSURtv/status/2000754217229639913) e da Argentina (https://www.youtube.com/watch?v=WwK6Vu8kzE0), por que não fariam o mesmo no Brasil? Afinal, Lula é presidente e candidato à reeleição, posicionando-se abertamente contra a violência que os EUA impõem a outros países e exercendo liderança internacional contra guerras e por justiça global.
Por isso, é urgente que o PT, os partidos de esquerda, os sindicatos, os movimentos sociais e o governo do presidente Lula iniciem imediatamente a construção de um plano de emergência estratégico. Precisamos desenvolver nossa própria infraestrutura de comunicação com data centers livres do controle e acesso dessas empresas que operam para facilitar o controle dos EUA, baseada em software livre e operada por técnicos brasileiros de confiança, para o caso de as big techs decidirem interferir nas eleições deste ano contra o presidente Lula e a democracia brasileira.
Lula é, sem dúvida, a única liderança no Ocidente com capacidade de enfrentar as políticas agressivas dos EUA sem recorrer às armas, apenas por meio da diplomacia. Por isso, para que Washington recupere sua hegemonia global, é fundamental que Lula seja derrotado nas eleições do ano que vem e seja retirado da Presidência do Brasil. Trump já tentou ameaçar o Brasil e recuou. Os EUA perceberam que não podem nos intimidar com força militar como fazem com outros países da região. No entanto, a atual postura de “bom relacionamento” é apenas uma cortina de fumaça, uma fachada diplomática para encobrir novas conspirações contra o governo brasileiro.
O cenário mais perigoso é este: as big techs podem coordenar sua interferência nas eleições brasileiras com um ataque militar dos EUA contra a Venezuela e outros países da América Latina. Tal ofensiva criaria um caos regional que serviria para:
– Desviar a atenção internacional das eleições brasileiras;
– Dar cobertura às manipulações digitais controlada pela Big Techs;
– Criar um pretexto de “manutenção da ordem” para justificar intervenções autoritárias, inclusive digitais.
Nesse contexto de instabilidade, as plataformas dos EUA que hoje dominam 100% a comunicação no Brasil, poderiam simplesmente desativar perfis progressistas em massa. Caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhecesse essa interferência como violação das leis eleitorais e tomasse medidas contra essas empresas, isso geraria um “apagão digital” para a esquerda, enquanto a extrema-direita, já organizada em suas próprias plataformas alternativas, permaneceria ativa. Ademais, usariam o episódio para espalhar narrativas falsas sobre “censura” e “ditadura”, repetindo parte da estratégia que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
O problema é grave: hoje, governo e esquerda dependem quase que exclusivamente do Facebook, WhatsApp, X, Microsoft e outras plataformas estrangeiras para se comunicar com a população. Se essas empresas decidirem boicotar a campanha de Lula e o TSE reagir conforme a Constituição, corremos o risco de ficar sem canais de comunicação, enquanto a extrema-direita continuará operando sem obstáculos.
Diante disso, é necessário construir agora um plano de emergência com os seguintes eixos:
– Criação de uma rede soberana de servidores, dados e infraestrutura digital com software livre;
– Desenvolvimento de redes de comunicação independentes da internet comercial;
– Estratégias de divulgação sem dependência de redes sociais (rádios comunitárias, jornais impressos e digitais independentes, encontros presenciais, etc.);
– Fortalecimento de parcerias com meios de comunicações alternativas e progressistas já existentes.
Essa não é apenas uma questão técnica, é uma estratégia política essencial para a defesa da democracia. Ao combinar interferência digital, com guerra contra a América Latina e manipulação eleitoral, os EUA estão montando uma ameaça híbrida contra o Brasil. Ter soberania digital na infraestrutura de comunicação é garantir nosso direito de decidir autonomamente sobre nosso futuro, sem ingerência externa.
Precisamos agir agora, antes que seja tarde demais.
Por Everton Rodrigues // Movimento Software Livre, Economia Solidária e Rede pela Soberania Digital // Contato: (12) 99145-5394 e-mail: er@pop.coop
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