Hoje, 10 de fevereiro de 2026, o Partido dos Trabalhadores completa 46 anos de existência. Fundado em 1980, em pleno regime ditatorial, o PT surgiu como um farol de esperança para a classe trabalhadora brasileira, unindo sindicalistas, intelectuais, militantes de base e setores progressistas da sociedade em uma luta coletiva por democracia, justiça social e igualdade.
Como lembro em um post no twitter, onde compartilhei uma relíquia pessoal – um boton de 1984 usado para arrecadar fundos para o partido –, o PT nasceu das raízes profundas do povo trabalhador, em meio à repressão militar, e não pode jamais abandonar essa essência, sob pena de se desconectar da sua origem.
Lula, em encontros nacionais como o de Salvador, sempre reforça isso: o PT é o partido da classe que o criou, e deve resistir às armadilhas do sistema, como as emendas parlamentares, para permanecer coletivo e transformador.
Refletindo sobre nossa trajetória, é impossível não evocar o espírito dos artigos publicados aqui no Luíz Müller Blog.
No ano passado, ao celebrar os 45 anos, Selvino Heck escreveu “#PT45Anos: Ainda Estamos Aqui!”, destacando como o PT emergiu de mobilizações históricas, como as greves dos metalúrgicos do ABC e as ocupações de terra em Ronda Alta, que deram origem ao MST. O partido foi influenciado por movimentos como as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), tornando-se um “partido movimento” sem parlamentares ou governos iniciais, mas com uma base forte em periferias e sindicatos.
A fundação, em 1980, marcou o início de uma jornada que incluiu a criação da CUT em 1983 e a luta pelas Diretas-Já, pavimentando o caminho para a redemocratização do Brasil.
As conquistas do PT são inegáveis e transformadoras. Governamos o país com Lula e Dilma, tirando o Brasil do mapa da fome, elevando-o à sexta economia mundial e promovendo políticas de inclusão que beneficiaram milhões e beneficiam milhões.
Como detalhado em “DE 1945 A 2021: 76 Fatos e Fotos que Mostram a Humildade e a Grandiosidade de Lula”, Lula foi Pivo nessa história: eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos em 1975, liderou greves icônicas e, em 1980, assumiu a presidência do PT recém-fundado, com a ficha número um assinada por Apolônio de Carvalho.
Sob sua liderança, o PT não só sobreviveu à ditadura, mas se consolidou como a maior força política da esquerda no Ocidente, com vitórias eleitorais que mudaram a face do Brasil, como a eleição de deputados em 1986 e a presidência em 2002.No entanto, os desafios persistem, e o PT deve enfrentá-los com a mesma garra das origens.
Em “Por Que o PT Continua ‘Correndo Atrás’ nas Redes Sociais Enquanto Lula Lidera Índice de Engajamento?”, analiso como Lula domina as plataformas digitais com seu carisma autêntico – liderando o Índice de Relevância das Redes em 2025 com 79,92 pontos –, enquanto o partido ainda luta para coordenar uma “guerrilha digital” contra narrativas falsas da direita, como a distorção sobre o “imposto no PIX”.
A sugestão é clara: reorganizar a militância como um exército unificado, com monitoramento em tempo real e amplificação coletiva, para não depender apenas do brilho individual de Lula.
Olhando para militantes dedicadas, como Rafaela Alves, que aos 31 anos entrou em greve de fome por Lula e pelo Brasil, enfrentando as injustiças do golpe de 2016, da Lava Jato e do fascismo, vemos o exemplo de resiliência. Em “Rafaela Alves: uma jovem mulher negra em greve de fome por Lula e pelo Brasil”, destaco como companheiras como ela, com militância desde a adolescência no Movimento dos Pequenos Agricultores e influenciada pela Teologia da Libertação, dedicam suas vidas à luta pela justiça social, resistindo a ataques externos e passando as bandeiras históricas às novas gerações.
Essa dedicação é o que nos manteve vivos, mesmo após golpes como o de 2016.
No vídeo-homenagem “#PT44Anos: A Bandeira do Meu Partido”, reproduzido aqui no blog há dois anos, emocionamo-nos com imagens que capturam a essência do PT: um partido que resiste a tentativas de apagamento histórico, reafirmando seu compromisso com a democracia e o desenvolvimento.
Hoje, aos 46 anos, o PT prova que a utopia não morre. Somos o partido que representa a classe trabalhadora, que constrói políticas públicas com participação popular e que sonha com uma sociedade socialista, democrática e pacífica.
Que este aniversário nos inspire a fortalecer os núcleos de base, a inovar nas redes e a lutar incansavelmente. O PT não é só um partido; é um movimento vivo, enraizado no povo. Viva o PT! Viva os Trabalhadores!
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PT, desde sempre.
Ando bem mais à esquerda!!
“Deixa a vida me levar… vida leva eu” – Seu Jorge e Zeca Pagodinho
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