Uncategorized

ATAQUES DA GRANDE MÍDIA AO BOLSA FAMÍLIA SÃO ATAQUES AO BRASIL

Por Luiz Müller

No ultimo Domingo, 25/10, O jornal O Globo publicou mais uma das muitas matérias que procuram atacar os programas sociais instituídos no governo Lula. Desta vez o ataque foi ao Bolsa Família (mais um ataque). Segundo a matéria, que foi repercutida hoje, Segunda-feira por vários jornais, inclusive aqui no RS, o Bolsa Família nas cidades menores estaria diminuindo o número de empregos. Ou por outro lado, os beneficiários do Bolsa Família estariam deixando de trabalhar para receberem o Bolsa Família. Será? então vejamos: O máximo valor possível no Bolsa Família são R$ 200,00. Já o Salário Mínimo Nacional vale R$ 465,00. Por que alguém trocaria R$ 465,00 por R$ 200,00? Isto sem falar que qualquer categoria de trabalhadores razoavelmente organizada, inclusive no meio rural, acaba ganhando mais que o mínimo, além de agregar outros direitos como vale transporte e vale refeição entre outros.

A verdade é outra

Na verdade a classe empresarial brasileira, acostada na máxima exploração da mais valia do trabalhador brasileiro, faz questão de manter muitos e muitos trabalhadores na informalidade, evitando assim pagar direitos trabalhistas e a previdência social deste trabalhador. Pelos dados da PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego, 1/3 (um terço) dos trabalhadores urbanos esta na informalidade. Muitos deles, em especial nas cidades mais afastadas dos grandes centros e no meio rural, tem seu trabalho vinculado a algum proprietário de empresa ou de terras, mas este vínculo só é estabelecido quando aparece algum fiscal do trabalho. Não são então os programas socias do governo que geram a informalidade, mas sim a burla da legislação patrocinada pelo empresariado urbano e rural. E esta burla é de responsabilidade do conjunto do empresariado e não deste ou daquele, visto que os empresários se organizam enquanto classe, em sindicatos, federações e confederações e a estes cabe a responsabilidade por esta parcela da informalidade excludente e exploradora. Mas há ainda uma outra parcela significativa da informalidade que deve ser debitada ao andar de cima do edifício de classes do Brasil. Embora reconhecidas e exercidas por trabalhadores brasileiros, centenas de profissões carecem de regulamentação que garantiria um espaço na formalidade para muitos que hoje acabam batendo as portas dos programas sociais, justamente por que esta informalidade não lhes garante os mínimos direitos.

O governo Lula avançou significativamente ao propor a MEI – Micro Empresa Individual, mas há profissões, que até pela sua forma, são coletivas, como catadores, recicladores, produtores artesanais, etc… que seja pelo número de envolvidos no processo, seja pelo faturamento, seja pela necessidade de organização coletiva para enfrentar o grande capital, não tem como se formalizar através da MEI.

Atualmente tramitam no Congresso nacional projetos de regulamentação de mais de 100 profissões. Artesãos, catadores e recicladores, cabeleireiros, entre outros buscam uma regulamentação. No entanto, nem a grande mídia, nem as representações do empresariado, eivadas da sanha neo liberal ainda vigente no  empresariado nacional, orientam seus pares no Congresso Nacional a votar estes projetos. Na verrdade esta orientação de não regulamentação de profissões remonta ao governo de FHC, segundo o qual, qualquer regulamentação deveria ser esabelecida pelo mercado. Mas que mercado regulamentaria as profissões dos de baixo, se a lógica do mercado liberal é ganhar o máximo no mínimo de tempo possível?

Ao garantir o Bolsa Família para milhões de brasileiros, o governo de Lula, do PT, garante que a ecoomia dos pequenos municípios tenha uma injeção de recursos que acabam gerando mais empregos, pois se alguém tem recursos para comprar, alguém tem produzir os produtos, e assim a economia se movimenta e se fortalece, gerando cada vez mais riqueza, conforme mostram os números.

A expansão do Bolsa Família do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB, de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper. (veja matéria a respeito – https://luizmullerpt.wordpress.com/2009/10/16/bolsa-familia-gerando-desenvolvimento/ )

Assim, ataques como os de domingo, do Jornal o Globo, e repetidos pelos ppagaios midiáticos do Brasil, tem um único objetivo: tentar impedir o avanço do projeto que fez milhões saírem dos edegraus debaixo e subirem para degraus mais altos na sociedade de classes do Brasil. A grande mídia, parcial e interesseira só será vencida com a ação conjunta de muitos pequenos, através da internet, de rádios e jornais comunitários e outros instrumentos de comunicação alternativa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s