Quem te viu, que te vê! Quem, como eu, viveu no período da ditadura militar no Brasil e no período pós ditadura viu o neo liberalismo dilapidar o país, não poderia imaginar que chegassemos agora a oferecer ajuda à Europa em mais uma crise financeira mundial. Mas nós e o povo acreditamos ser possível mudar. E em outubro de 2002 elegemos um metalúrgico para a presidência do país. E em 2010 elegemos a 1ª mulher presidente do país. Personalidades que expressam um projeto de nação. Uma nação chamada Brasil, que desponta no cenário político e econômico como potência e ainda dá a receita para que as demais nações não sucumbam diante de mais uma crise do capitalismo. Reproduzo uma das várias notícias estampadas hoje no Correio do Brasil
A presidente Dilma Rousseff ofereceu segunda-feira a ajuda do Brasil para combater a crise na União Europeia (UE). “O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades com espírito cooperativo. Somos parceiros da União Europeia. Ela pode contar com o Brasil”, afirmou em entrevista coletiva depois de se reunir em Bruxelas com os presidentes do do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, durante a quinta cúpula UE-Brasil.
A presidenta Dilma com com os presidentes do do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em Bruxelas
-Queremos afirmar aqui que o êxito da União Europeia é extremamente importante não só para os europeus, mas para toda a humanidade, e que o Brasil será sempre uma voz solidária com a UE-, disse a presidente.
Dilma afirmou que a solidez da economia brasileira e de outros países emergentes “mostraram nos últimos meses que crescimento e geração de empregos são compatíveis com responsabilidade fiscal e equilíbrio”.
Também voltou a ressaltar a experiência do Brasil em crises semelhantes à que enfrenta a zona do euro atualmente e repetiu que “a história mostra que só seremos capazes de sair da crise com medidas de estímulo ao crescimento econômico somadas a políticas de estabilidade macroeconômicas, assim como políticas sociais, de criação de empregos e de crescimento”.
Durante a cúpula, Brasil e a UE assinaram acordos de cooperação nas áreas de transportes aéreos, desenvolvimento tecnológico, políticas espaciais, cooperação cultural e turismo.
O Brasil é o quarto principal destino dos investimentos europeus, tendo recebido US$ 8 bilhões em 2010, e se situa como o sexto principal investidor na UE, com um aporte de US$ 5 bilhões nesse mesmo ano.
Copa do Mundo
No primeiro dia de sua visita a Bruxelas, a presidente defendeu o aumento de investimentos e incentivos ao consumo como arma para enfrentar a crise durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro belga interino, Yves Leterme.
Também se reuniu com o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, a quem prometeu rever alguns pontos da Lei Geral da Copa para chegar a um acordo com a entidade a respeito de pontos polêmicos, como a concessão de meia-entrada a estudantes e idosos, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios e o combate à pirataria envolvendo produtos do Mundial.
Depois de encerrar a cúpula UE-Brasil, a presidente foi recebida pelo rei belga, Alberto II, para um almoço no castelo real de Laeken.
Ainda na terça-feira, ela pronunciará um discurso em uma cúpula bilateral empresarial e participará da inauguração da bienal Europalia Brasil, antes de seguir viagem à Bulgária.
Na sexta-feira, a presidente viaja à Turquia, onde se reunirá com o presidente, Abdullah Gul, e o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan.
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