Por: Ana Beatriz de Oliveira e Célia Alldridge *
Ao mesmo tempo em que aumenta a criminalização mais geral do protesto e dos movimentos sociais pelo Estado – especificamente, pela Polícia Militar nas ruas e pelo judiciário nas suas instâncias consideradas “neutras”, duas heranças autoritárias da ditadura militar-civil -, as mulheres são alvos específicos dessa criminalização. Isso se dá, pois vivemos em uma sociedade que é estruturada com base no sistema capitalista e patriarcal, e que se configura a partir de valores machistas e misóginos, propagando e se apropriando da violência e do controle das nossas vidas, de nossa sexualidade e de nossos corpos.
Essa violência ganha diferentes configurações com o avanço da ofensiva conservadora em diversos setores da sociedade, e, expressivamente, nas bancadas evangélica e católica no poder legislativo, representando grupos religiosos fundamentalistas. Eleitos/as “democraticamente” – e aí, valeria uma reflexão sobre nosso sistema político representativo, que não temos…
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