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Sobre as manifestações e o vandalismo em Porto Alegre e o papel das instituições

Por Luiz Afonso Alencastre Escosteguy, no seu perfil no Facebook
Depois de roubar e queimar bandeiras do museu,vândalos depredaram o Museu Julio de Castilhos

Depois de roubar e queimar bandeiras do museu,vândalos depredaram o Museu Julio de Castilhos

O país das saídas fáceis…

De junho para cá, têm sido incontáveis os casos de vandalismo cometidos durante as manifestações.

Qual a novidade? A novidade é a safadeza com que tentam transformar uma investigação em perseguição política.

A polícia do RS, após atos de vandalismo cometidos no último dia 26/09, abriu inquérito policial contra manifestantes do chamado Bloco de Luta do Transporte Público.

Alguns se identificaram como sendo do PSTU e do PSOL. Pronto. Feito o carreto! Salta todo mundo a acusar o governo de estar agindo de forma política apenas para perseguir ‘desafetos”.

Inclusive dizendo que as casas foram “invadidas”, mesmo sabendo (??) que a entrada foi absolutamente legal, com mandados expedidos por juiz, a pedido da polícia, e aprovados, previamente, pelo Ministério Público. No dizer de Pedro Ruas, presidente do PSOL “Tivemos a invasão de domicílio de alguém que não cometeu crime algum”.

Ora, isso não é conduta digna de um vereador “esclarecido”!

Tudo feito dentro do mais estrito “devido processo legal”. Mas, não contentes, chegaram a pedir ao governador que mandasse parar com as investigações, NO MAIS CLARO EXEMPLO DE IGNORÂNCIA JÁ VISTO POR ESSAS BANDAS.

Governador não manda nada, quando se trata de processo penal. Uma vez instaurado o inquérito, SOMENTE o Ministério Público poderá pedir seu arquivamento. E somente um juiz poderá aceitar ou não o arquivamento.

Mas a fácil saída da bravata prevalece!

Interessante como só agora reclamam. Vamos recordar?

Em 27 de março, portanto bem antes do já famoso JUNHO (na verdade, foi quando tudo começou), uma manifestação de estudantes, contra o aumento das passagens de ônibus, derivou para vandalismo, com pichação e quebra de vidros da prefeitura de Porto Alegre.

No dia seguinte, o diligente prefeito, ELE MESMO, compareceu no Ministério Público para entregar a notícia-crime.

Alguém reclamou? Alguém saiu atrás para saber se algum dos estudantes era do PSOL ou do PSTU? Em muitos outros episódios manifestantes foram detidos e estão sendo investigados.

Interessante como só agora reclamam.

A verdade é que essa corja está mais interessada em praticar o vandalismo político, aquele que não quebra vidros ou picha paredes, mas tenta minar a legitimidade da atuação da polícia e do governo.

A hipocrisia final.

O governador, informado de que um inquérito seria instaurado, poderia fazer chegar, ao delegado, “sutilmente”, a informação de que não seria conveniente politicamente que ele fizesse isso.

Ora, defender essa posição é ser contra tudo quanto essa mesma gente luta: ética, transparência e retidão na prática da política!

Querem que os políticos e governantes sejam éticos, DESDE QUE NÃO SEJA ELES!

Canalhice, isso sim!

Um pensamento sobre “Sobre as manifestações e o vandalismo em Porto Alegre e o papel das instituições

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