Se o Dudu e a Bláblá jogarem pedra no legado do Lula, ele tira a rolha do armário.
O presidente Lula fez nos últimos dias dois memoráveis discursos: nos 10 anos do Bolsa Família – “não há estatística que possa medir a dignidade” -, e na Câmara, onde defendeu o Congresso e a Política dos que fingem desprezar a Política.
A turma do “democratizar a Democracia”, devidamente desmontada pelo Wanderley Guilherme, que percebeu o parentesco dos Black Blocs com o Dudu, a Bláblá e seus economistas, os que querem dobrar o preço da carne e do leite e conter a flatulência dos bovinos.
Na Câmara, no púlpito, de gravata verde e amarela, Lula foi muito claro: pregou a Reforma Política contra o remendo da mini-reforma; defendeu o Congresso dos Dudus e Bláblás, dos Gilmares e Supremos Ministros que querem fechar o Congresso; e defendeu a Política, como o instrumento central da Democracia.
Depois do discurso, Lula foi para a liderança do PT, onde havia uma fila para cumprimentá-lo.
A certa altura, ele teve paz para conversar com os correligionários.
O Conversa Afiada reproduz – de forma não-literal -, por sua conta e risco, alguns tópicos do que Lula disse aos petistas.
– O discurso foi para dar a linha de atuação de vocês aqui dentro;
– O PT tem que se mexer;
– O PT tem que demarcar o seu espaço e não se deixar confundir com os outros;
– Estou vivíssimo !;
– Vou trabalhar na campanha da Dilma como se fosse a minha;
– Não venham que estou pronto;
– Não venham atacar o nosso legado, porque eu conheço eles como a palma da minha mão, eu sei quem eles são;
– (O que pode ser interpretado como um recado ao Dudu e à Bláblárina, que, até anteontem, trabalharam com e para o Lula e a Dilma – e disso se beneficiaram;)
– Se a campanha deles descer de nível e eles vierem querer destruir o que fizemos, vai ter troco !
Desde que foi Presidente, nunca o Lula tinha passado tanto tempo no Congresso.
Foi surpreendente e revelador.
Foi cercado pelos jornalistas e, depois de muita insistência, ele disse:
“Se vocês começarem a me encher o saco, eu volto em 2018”.
Por Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada
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