A mídia tupiniquim resolveu dar mais força pro Black Bloc dando lhes uma visibilidade que não deveriam ter. Até mesmo nas páginas de esporte da grande mídia circulam entrevistas desta turma que se diz “contra tudo e contra todos” e não se assume como organização mas se reivindica como tática. Tática para que, se não há um objetivo? Ou eles o escondem para confundir? Na ânsia de aparecer, alguns deles revelam nas entrevistas qual é o verdadeiro objetivo desta “tática: Veja o que disse ao UOL Esportes um dos próceres “anônimos” :
E quem são os componentes desta suposta “tática”: “O grupo é formado, em sua maioria, por estudantes do Ensino Médio ou de faculdades públicas. Integrantes dos Black Blocs ouvidos pela reportagem se definem como anarquistas e se dizem contra qualquer tipo de controle do Estado.”
Embora o grande esforço do governo Lula, com o REUNI e com a política de cotas em universidades públicas, é sabido que parcela significativa dos alunos que frequentam estas universidades ainda vem dos estamentos superiores da classe média e mesmo da alta. Os mais pobres são beneficiados muito mais pelo programa PROUNI. Já dá para deduzir daí, que a meia dúzia de gatos pingados que saiu as ruas nos últimos dias, protestando contra a copa, não são em sua maioria pessoas vindas das classes mais pobres e nem da periferia. Pobre e de periferia era o serralheiro que teve seu fusca incendiado pelo bando. Mesmo assim, a grande mídia, como já havia feito nas mobilizações de junho, lhes dá uma cobertura, muitas vezes até ao vivo, como se fosse um grande movimento envolvendo milhões. A grande mídia tem lado nesta “tática”. Ela “quer ver o circo pegar fogo”, não por que lhes possibilite mais audiência, mas por que ela representa os interesses das oligarquias mais atrasadas, que batem continência para Tio Sam e não titubeiam, como nunca titubearam, em se colocar ao lado de golpistas e apoiá-los, quando não os lideram diretamente, como ocorreu no golpe contra Getúlio Vargas e no Golpe contra João Goulart. Naquela época, a mídia vociferava mentiras contra o governo dia a dia. A direita chamava e organizava pequenas e esparsas mobilizações. Foi assim desde o retorno de Jango , após a tentativa de golpe institucional, com a renúncia de Jânio Quadros. As mobilizações foram se ampliando e veio o golpe definitivo em março de 1964, respaldado pela grande “marcha com deus, pela família e pela propriedade.” Apesar de as pesquisas apontarem grande aceitação e respaldo eleitoral de Jango e do governo, o governo desabou, por que não soube compreender o que se escondia por trás da diuturna campanha golpista e mentirosa veiculada pela grande mídia de então. Avanços significativos obtidos para o povo, como o aumento real do salário mínimo, a redução da inflação, a geração de empregos, a respeitabilidade que o país havia conquistado lá fora, foram soterradas pela ditadura militar que sobreveio e fincou raízes no Brasil por mais de 20 anos. Com os governos Lula e Dilma, a nação erradicou a pobreza extrema, milhões acenderam de classe, o salário mínimo teve aumento real, acima da inflação, de 75%. A educação teve uma evolução reconhecida por instituições internacionais e o sistema de saúde, embora ainda não perfeito, é reconhecido mundialmente. O Brasil retomou sua indústria naval respaldada também pelos avanços obtidos na área petroleira com o descobrimento do Pré Sal, que já rende recursos que serão todos injetados na educação e na saúde. É contra isto que o movimento Black Bloc e a palavra de ordem “não vai ter copa” lutam. Lutam contra a nação que resgatou seu orgulho depois de anos de subserviência ao capitalismo internacional. Black Bloc é extensão de movimentos que vem destruindo nações como as árabes, envolvidas numa suposta revolução por mais direitos, mas que se caracteriza agora por um retrocesso violento. Depois das nações árabes, o mesmo movimento de desconstrução de nacionalidades se acende nas ruas dos países emergentes. A Ucrânia é chantageada por movimentos, para que não aprofunde suas relações com a Rússia, um país emergente e para que fique submissa a economia europeia em frangalhos, mas neo liberal. Black Bloc e quem se manifesta contra a copa hoje, e nem sequer esboçou resistência quando a ideia de ser sede da copa foi esboçada há 8 anos atrás, é oportunista , chantagista e golpista como o foram outros movimentos durante nossa história e que hoje se mostram bem vivos em vários países do mundo. Estes movimentos querem destruir as nações que resolvem questionar o neo liberalismo e o império. Hora de colocar um freio nisto, antes que vire outro golpe. Se não temos como fazer uma “Lei dos Meios de Comunicação” neste ano da copa, que pelo menos reduza-se o repasse de recursos públicos para a mídia golpista.
Por fim, aos que se arvorarem a vir aqui comentar e xingar de que eu sou governista, respondam as perguntas: Por que vocês não protestaram contra a copa há 8 anos, quando a discussão foi aberta e o que vimos nas ruas foi só comemoração?
Se tem que melhorar o transporte público, a saúde, a segurança, etc, por que não protestam permanentemente, contra as instâncias de governo que devem prover estes serviços, como o transporte por exemplo, que é uma responsabilidade das prefeituras e a segurança, que é responsabilidade dos governos estaduais?
Se quer protestar contra a corrupção, por que não defende a palavra de ordem da Constituinte Exclusiva e Soberana para mudar o rumo da política no país, como a presidenta Dilma Propôs?
Por fim, se o teu objetivo é mesmo protestar contra a copa, é melhor olhar primeiro o que ela trás de positivo antes de criticar o que supostamente é negativo. Por isto lê este outro artigo aqui no Blog vai-ter-copa-argumentos-para-enfrentar-quem-torce-contra-o-brasil/
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Prezado Senhor Luiz Müller,
Acompanhei as manifestações legitimas do povo e acho que podemos tambem fazer uma nova leitura dos fatos, na minha humilde visão, é que poderemos encontrar o caminho que leva o pais a liderança que todos apregoam.
1) O povo não foi para rua por causa da copa, mesmo com estádios de milhões e em numero maior que o solicitado pela Fifa; o povo foi para rua por não concordar com aumento de R$ 0,20 centavos na passagem e acredito ser verdadeiro o que falas, que muitos que estavam protestando não necessitavam destes R$ 0,20, mas era uma conta salgada demais para aqueles que ganham salário mínimo pagar, muitas vezes comprometendo o orçamento destas famílias por um serviço de péssima qualidade que é o transporte urbano. As empresas de transporte já ficam com 6,7% do PIB nacional, o país estava gastando bilhões com a copa, faltou o mínimo de sensibilidade destes gestores de que não era este o momento, falta visão técnica de verificar que o modelo de mobilidade urbana nas capitais colapsou e humildade para solicitar que especialistas propusessem um novo modelo (os melhores especialistas são da UFRGS como o Profº Msc Lindau).
2) Algo esta errado neste modelo de Copa da Fifa, Qatar vai gastar mais de U$ 140 bilhões na copa de 2022, uma copa de exclusão e ostentação, isto não combina com futebol. Futebol é arte, alegria e um esporte de todos para todos. O que a Fifa propõem é tudo menos futebol.
3) Infra-estrutura, saúde e educação são os pilares que todos devem discutir e lutar pois tem o potencial de não apenas diminuir as distancias entre os estados mas também entre as classes, levando o Brasil a liderança na construção de um mundo mais justo, igualitário e fraterno. O Brasil será farol do mundo, e você bem como todos brasileiros estão entre as pessoas com potencial de acender este farol.
**quem esta na rua são os filhos da revolução, nossos filhos!
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Os gastos com Estádios são todos privados. Mesmo os 8 bilhões (menos de 10% do custo total dos estádios), voltará aos cofres do BNDES, que os financiou. No mais, os gastos de recursos públicos são em infra estrutura que ficarão para depois da copa. Trens sobre roda e sobre trilhos, que melhorarão substancialmente o transporte público nas cidades onde eles estão sendo construídos, novas vias e obras para desafogar o trânsito, que aliás todo mundo reclama, por que nunca se consumiu tantos carros no país. As condições de vida das pessoas melhoraram. Quem antes sequer consumir podia, hoje já pode. Há uma reforma social muito grande ocorrendo no país. Quanto a mobilidade urbana, é claro que é preciso avançar. Sou daqueles que defende por exemplo, tirar a circulação de carros dos centros das grandes cidades e deixar ali somente transporte público. Mas e o povo quer ou deixa? Quem grita por bicicletas, pedestres, etc… é uma minoria. E estamos em uma democracia. E na democracia os representantes mais votados são os eleitos. E esta maioria, pela situação econômica melhor, esta empregada. E por estar empregada, tem direito ao vale transporte. Ou seja, só paga 6% do salário que ganha, até o limite do valor da passagem, independente de quanto gaste no transporte coletivo. Tem que levar isto em conta quando a turma vai pra rua “protestar”. Mas tudo bem. Melhor e mais transporte público e de qualidade é uma reivindicação justa. O que não é justo é tentar unificar as lutas pontuais, por transporte urbano, uma responsabilidade das prefeituras, habitação, etc… sob uma palavra de ordem que não tem nada a ver como o “não vai ter copa”. Tenho perguntado às pessoas que lideram estes movimentos, por que não assumem a palavra de ordem Constituinte Exclusiva e Soberana, já que na pouca argumentação mais geral que aparece nas falas destas pessoas, desponta a suposta corrupção dos políticos. Mudemos então a política. Avançar na democracia é torná-la cada vez mais radical. E radicalizar a democracia definitivamente não é implementar o caos. No ano passado as pessoas foram as ruas. Algumas com justas reivindicações. Mas os atos eram vendidos pela mídia que os transmitia ao vivo, como atos contra tudo e contra todos. E expulsaram os partidos políticos do movimento. “Sem partido” diziam. Mas os sem partido protestavam contra o partido que detém o governo federal por conquista legitima e democrática.A PEC 37 foi a palavra de ordem da vez. Sacudida por todos os cantos como a panaceia para acabar com a corrupção, acabou sendo a única de fato levada em conta pelo congresso nacional. E por que as ruas pediram, a PEC 37 foi fragorosamente derrotada e engavetada. Era só uma briga de poder entre o MP e a PF. Agora, diante dum evento do tamanho da copa do mundo, quando os olhos do mundo se voltam para o Brasil, que recebeu em 2013 o maior número de turistas de sua história, e que só aumentará durante a copa, a turma vem com a palavra de ordem de que não vai ter copa. Mas por que atacam o governo e as políticas governamentais, se o evento da copa é privado, como eles mesmos dizem. O grande objetivo não é mesmo impossibilitar a copa, mas desgastar a imagem do Brasil no exterior, e de quebra, se possível for, desgastar suficientemente a imagem do governo para impor-lhe uma derrota em outubro. Acorda. O império esta patrocinando movimentos similares mundo afora. Até eu mesmo caí na esparrela da tal “revolução árabe”. Mas as tais massas que foram para a rua derrubar governos, continuaram nas ruas e bancaram ditaduras como as do egito, isto depois de terem conquistado eleições democraticas e as realizado. Agora atacam a Ucrânia, um país em desenvolvimento. E sempre se utilizam do povo, que melhorou de vida, virou individualista e quer protestar contra tudo e contra todos. É isto que esta por trás do Black Bloc e de quem não quer aprofundar a democracia e nem esta aí pras melhorias alcançadas nos ultimos anos dos governos democraticamente eleitos, do PT. Em tempo. Teus filhos podem estar nas ruas. Os meus não. Os meus aprenderam com os pais e com nossa luta, o quanto custa caro pra história dos que militam, termos construido a democracia que temos hoje. E vou te dizer uma coisa: não sou aficcionado por futebol. Dificilmente encontras um post meu sobre o tema aqui no Blog. Mas os Black Blocs e todos que acham que desgastar a imagem do país durante a copa mudará alguma coisa pro povo, me convenceram a fazer o contrário. Vou colocar minha camiseta amarela e torcer pelo Brasil. Aliás, no ano passado, em muitas das manifestações o povo as fazia, contra a copa das confederações e depois ia pro estádio assistir os jogos. Seriam Ingênuos, hipócritas ou canalhas que atacam o público mas continuam pagando para o privado continuar existindo.
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