A anuência para sua criação foi dada pelos cinco países integrantes em 2013, quando da realização da V cúpula.
O Banco deverá ter capital inicial de US$ 50 Bi e um Fundo de Reserva de US$ 100 Bi.
Como ponto alto da próxima cúpula do Brics, prevista para os dias 15 e 16 de julho deste ano, em Fortaleza, o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário-geral de assuntos políticos do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, aponta a provável consolidação de um banco de desenvolvimento, que vem sendo chamado de Banco dos Brics, iniciando, assim, a terceira vertente de cooperação do grupo. A anuência para sua criação foi dada pelos cinco países integrantes, em Durban, na África do Sul, ainda em 2013, quando da realização da V cúpula.
> Países emergentes querem ser formalizados como bloco econômico
“Estamos em um estágio de negociação avançado, e o banco deverá ser constituído aqui em Fortaleza, durante o próximo encontro dos chefes de Estado, com a provável definição de sua sede, de seu presidente, da contingência das reservas, dentre outros detalhes relativos ao projeto”, declarou o embaixador sem ainda adiantar o valor dos aportes, embora discuta-se um capital inicial de US$ 50 bilhões e um Fundo de Reservas de US$ 100 bilhões.
Desenvolvimento
De acordo com Graça Lima, a principal diretriz da nova instituição financeira será a indução do desenvolvimento inclusivo e sustentável, com o banco agindo de forma independente em relação às estratégias nacionais de cada país integrante.
> Países emergentes detêm 25% da economia global
“Queremos operar a baixo custo e oferecer crédito a condições competitivas, resultando em ações em prol da população dos países-membros”, afirmou.
Novas categorias
Ainda segundo adiantou o embaixador brasileiro, estuda-se também a abertura de novas categorias para outros sócios do banco, embora o controle acionário permaneça com os cinco Estados integrantes do Brics. Conforme disse, ele deverá viajar agora em maio às capitais da Rússia, Índia, China e África do Sul a fim de ultimar detalhes substantivos relativos ao próximo encontro dos chefes de Estado, assim como colherá as primeiras impressões dos parceiros acerca dos documentos que estão sendo elaborados para serem assinados na VI Cúpula.
Atualmente, explica José Alfredo Graça Lima, o Brics representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e reúne mais de 40% da população global, reforçando, assim, a sua importância no contexto internacional. (ADJ)
Ministro não considera que países perdem força
São Paulo. Em encontro recente, os chanceleres do Brasil e da China discordaram de análises recentes feitas em fóruns internacionais que apontam que os países emergentes vão passar por um processo de crescimento mais baixo ao longo deste ano.
“Os países desenvolvidos publicam análises de que os emergentes estariam perdendo dinâmica e força e também importância na economia mundial”.
” Nós concordamos que essas análises são equivocadas, pois países do (hemisfério) Sul apresentam dinâmicas de crescimento muito diferentes dos países do Norte”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, ao lado de Wang Yi, ministro de Negócios Estrangeiros da China.
Os últimos estudos feitos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo Banco Mundial apontaram que o crescimento do Brasil não deve ultrapassar 2%, em 2014. Essa duas instituições acreditam também que a normalização da política monetária nos Estados Unidos tende a atrair fluxos de capitais para os países desenvolvidos e fizeram advertências de que muitas nações emergentes devem realizar reformas para conter déficits fiscais e ampliar os investimentos, especialmente em infraestrutura para obter maior crescimento.
Com informações do Diário do Nordeste
Na frente
Para Figueiredo, porém, os países do Sul e especialmente os membros dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) seguem capitaneando o crescimento mundial nos últimos anos. Ele ressaltou que, após a crise financeira internacional de 2008, o crescimento ocorreu em taxas maiores nos emergentes do que nos desenvolvidos.
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