Não são nem 500 os manifestantes, contando os índios, que tentaram atacar as instalações onde a taça da Copa do Mundo foi exposta até esta terça-feira 27, diante do estádio Mané Garrincha, em Brasília. E esses nem 300 conseguiram engarrafar o trânsito, movimentar a tropa de choque da PM, que disparou diversas bombas de dispersão e, especialmente, ocupar as transmissões ao vivo, para milhões de pessoas, nas redes de comunicação. Numa medida mais que natural, o tumulto que eles causaram levou a Fifa a suspender a visitação à taça. Foi, sem dúvida, mais uma vitória sem glória da minoria contra a maioria – e que não deve continuar vencendo assim.
Em Brasília, assim como em todas as capitais brasileiras por onde tem feito paradas para ser conhecida, a taça da Copa está despertando emoção, felicidade e simpatia. Na maioria das cidades, virou programa de escolas, com milhares de alunos vendo de perto o objeto desejado por praticamente todos os países praticantes do futebol – e que o Brasil recebe de braços abertos.
Campeão mundial em 1994, o jogador Bebeto, na manhã desta terça, pediu, ao lado da taça, que o Brasil se manifeste mas, também, se una pela Copa. Para alguns, apenas a primeira metade da frase está servindo. O Estado precisa se fazer cada vez mais presente para que estes não considerem que sua vontade de estragar o que deve ser uma festa do povo brasileiro numa sucessão de tragédias.
À exceção é a minoria. Extrema, irresponsável e barulhenta. Desta vez, foi um punhado de ditos militantes de movimentos de sem-teto e índios, mas ativistas sindicais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras capitais também estão se especializando em tomar avenidas, a pretexto de fazer manifestações legítimas, apenas para causar tumultos. Sem a menor legitimidade.
Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Da Agência Brasil
Manifestantes que protestam contra a realização da Copa do Mundo entraram em confronto com a Polícia Militar (PM) do Distrito Federal ao tentar se aproximar do Estádio Nacional de Brasília.
Os manifestantes fizeram um ato em frente à rodoviária e, em seguida, decidiram seguir em direção ao estádio com uma taça alternativa da Copa do Mundo para substituir o troféu original, que está em exibição em Brasília, na área externa da arena.
Antes de chegar ao estádio, alguns manifestantes começaram a atirar paus e pedras em direção aos policiais militares, que organizaram uma barreira de contenção para evitar a aproximação do protesto. A PM reagiu com gás lacrimogêneo.
Parte do Eixo Monumental, via que passa ao lado do Estádio Nacional, está interditada e o protesto continua ocupando a pista. Entre os manifestantes, estão indígenas, integrantes de comitês populares da Copa e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).