Manifestantes se concentram no vão livre do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo, para a Marcha Popular pelas Reformas, nesta quinta-feira (13). A marcha, organizada por movimentos sindicais e sociais, reivindica reformas estruturais como urbana, agrária, tributária e a democratização dos meios de comunicação, além da realização de uma constituinte para reforma do sistema político
Movimentos sociais, entre eles o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores), realizam um protesto desde o final da tarde desta quinta-feira (13) por algumas dasprincipais avenidas de São Paulo.
De acordo com policiais militares que acompanham o ato, cerca de 12 mil pessoas estão presentes. Os organizadores estimam em 15 mil. Segundo a PM, não foram registradas ocorrências até agora.
Neste momento, os ativistas descem a rua da Consolação em direção à praça da Sé. Antes, os manifestantes percorreram a avenida Paulista, a rua Augusta e a avenida Rebouças, vias do bairro dos Jardins, área nobre de São Paulo.
O ato teve início por volta de 17h30 no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista. Um outro protesto, que começou pouco mais cedo na praça Oswaldo Cruz, no começo da avenida Paulista, se incorporou ao ato do Masp.
Os manifestantes exige a realização de “reformas populares”, como a reforma política, urbana, tributária, além da democratização da comunicação e a desmilitarização da segurança pública.
Os ativistas também defendem a realização de um plebiscito e de uma constituinte eleita exclusivamente para fazer uma reforma política que proíba o financiamento empresarial de campanha e amplie a participação popular, entre outras mudanças. Atos semelhantes ocorrem em outras capitais do país, como Recife e Fortaleza.
Além de organizações sem-teto e entidades sindicais, a manifestação reúne movimentos sociais como a CMP (Central de Movimentos Populares), PSTU, Levante Popular da Juventude e o Juntos!, ligado ao PSOL. O movimento “Lute pela Água”, surgido recentemente, em meio à crise hídrica em São Paulo, também está presente.
A manifestação também foi convocada para fazer frente aos recentes protestos organizados por setores insatisfeitos com a vitória de Dilma Rousseff (PT) nas eleições presidenciais.
Guilherme Boulos, integrante da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e colunista da “Folha de S. Paulo”, disse, durante o protesto de hoje, que o PSDB tem responsabilidade pelos atos, que incluíram pedidos de impeachment da presidente e até intervenção militar. Outro protesto dos setores anti-Dilma está previsto para ocorrer no sábado (15), na avenida Paulista.
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