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Famílias do MTD acampadas em Sapiranga são ameaçadas de despejo

A área foi ocupada no dia 2 de maio, possui 26 hectares e está localizada no bairro Amaral Ribeiro, aos fundos do loteamento Pinheirinhos. (Foto: Juliana Camargo/MTD)

Do Sul21

A Justiça de Sapiranga determinou que as mais de 500 famílias ligadas ao Movimento das Trabalhadoras e dos Trabalhadores por Direito (MTD), acampadas numa área urbana do município, devem deixar o local até a próxima quarta-feira (10). A determinação ocorreu no último dia 28 de maio, pela juíza Káren Rick Danilevicz Bertoncello, da 2ª Vara Cível da Comarca de Sapiranga, porém, as famílias foram comunicadas por oficial de justiça apenas nesta quarta-feira (3).

Os advogados do movimento pretendem ingressar com um agravo para tentar convencer a juíza a rever a sua posição, argumentando que, até agora, a Prefeitura de Sapiranga não aceitou conversas com as famílias que estão acampadas na área. Segundo Juliana Camargo, coordenadora da ocupação, há uma preocupação muito grande com o que pode ocorrer na próxima quarta-feira, uma vez que as famílias não pretendem sair de lá.

A área foi ocupada no dia 2 de maio, possui 26 hectares e está localizada no bairro Amaral Ribeiro, aos fundos do loteamento Pinheirinhos. O local pertence à empresa VLM2 Consultoria, Participações e Empreendimentos LTDA, de propriedade de Vinicius Molling, filho da prefeita Corinha Molling (PP) e do deputado federal Renato Molling (PP), que está sendo investigado na Operação Lava Jato. Maria Cezar Santa Ornes, irmã da prefeita e do secretário de Assistência Social, também possui parte da empresa – menos de 1%.

As famílias foram comunicadas da decisão por um oficial de justiça na quarta-feira (3). (Foto: Catiana de Medeiros/Divulgação)

Juliana Camargo afirmou que as famílias têm encontrado dificuldades para dialogar com a prefeita da cidade, Corinha Molling. “Fomos várias vezes até a prefeitura, em marcha pacífica, pedindo para que fosse desapropriada a área, que não está cumprindo a sua função social, e a destinasse para a habitação das famílias. Aí exigiram que, para nos atender, fosse protocolado documento. Nós protocolamos o documento, protocolamos também para o recolhimento do lixo, para a bica pública, e não temos sido atendidos”, disse Juliana. Segundo ela, o objetivo da ocupação é conquistar moradia para as famílias trabalhadoras do município, que não têm onde ficar.

“As famílias que estão aqui não têm para onde ir e isso nos preocupa, pois a prefeita já declarou que a nossa situação não é de responsabilidade dela. Mas a culpa por nós estarmos nessa área de terra, de estarmos sem moradia, é da própria administração, pelo fato de não ter feito em seu mandato projetos habitacionais para o município”,
argumentou.


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