Protestos em Madri pedem mudanças em políticas do Estado espanhol, com medidas para garantir empregos. Foto de Carlos Delgado / CC Wikimédia.
Faz pouco tempo que aquele que deveria ser promovedor de bem-estar social passou a servir ao mesmo mercado que nasceu e vive de atacá-lo.
Emir Sader, via RBA em 24/1/2016
Até não faz muito tempo, Richard Nixon, ainda presidente dos Estados Unidos, declarava: “Somos todos keynesianos”. Era a demonstração da hegemonia desse modelo. Foram conservadores – e não a esquerda – os responsáveis pelo Estado de bem-estar social na Europa. Era a confirmação de que se tratava de um consenso geral.
Uma década depois, outro presidente norte-americano anunciou a mudança radical de rumo. Para Ronald Reagan, o Estado deixava de ser solução, para ser o problema. Apontava-se o elemento chave do modelo keynesiano, para torná-lo agora o alvo dos ataques concentrados do neoliberalismo, primeira por parte da direita…
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