Do Jornal GGN

Em 2015, ano em que Eduardo Cunha (PMDB) acatou um pedido de impeachment custeado pelo PSDB, a presidente Dilma Rousseff (PT) cortou mais de meio bilhão de reais em propaganda federal dos veículos da grande mídia. Na revista Veja, a administração direta não injetou sequer um centavo.
Segundo informações do blog do jornalista Fernando Rodrigues, em 2015, os principais veículos da imprensa tradicional receberam R$ 591,5 milhões a menos em relação a 2014.
Só em seis emissoras do Grupo Globo, o corte em 2015 representa 34% da verba recebida no ano anterior. Foram R$ 206,3 milhões a menos para a Rede Globo e outras emissoras, que transmitiram ao vivo passeatas a favor do impeachment e a sessão da Câmara que selou o destino de Dilma.
Ainda assim, a Globo foi a emissora que mais teve anúncios em 2015, recebendo R$ 396 milhões.
Assim como a Globo, outras cinco TVs abertas receberam menos publicidade governamental em 2015. Em segundo lugar no ranking das que mais perderam está o Grupo Silvio Satos, com corte de 33% de sua verba em relação a 2014. Foram 57,3 milhões a menos.
A Record recebeu corte de 14% da verba. A Band, por sua vez, perdeu R$ 42 milhões em relação a 2014. E a RedeTV! teve queda de R$ 4 milhões.
Revistas
De um ano para outro, o corte da verba publicitária federal para as revistas foi da ordem de 43%. As receitas para as que mais circularam cairam de R$ 116 milhões para R$ 66 milhões.
Só a Veja perdeu 78% no período. Recebeu, em 2014, quase R$ 22 milhões. No ano passado, o repasse foi de R$ 4,6 milhões. O blogueiro do UOL destacou que em 2015, a administração direta (governo Dilma) não passou um centavo para a semanal, que só conseguiu anúncios com a administração indireta (estatais).
A IstoÉ recebeu, em 2014, R$ 7,6 milhões, ante R$ 4,8 milhões em 2015. Época viu a verba cair de R$ 9,6 milhões para R$ 3 milhoes. CartaCapital também registou perdas. Recebeu, em 2014, R$ 3,3 milhões e passou, em 2015, para R$ 1,6 milhão.
Jornalismo impresso
No impresso, o impacto também foi grande. No total, os jornais receberam em 2015 R$ 55,8 milhões a menos do que em 2014. No ano passado, os periódicos receberam, juntos R$ 89 milhões. Metade disso foi destinado a quatro jornais, apenas: Folha, Estadão, O Globo e Valor.
O Globo perdeu quase metade da verba recebida de um ano para outro. Em 2014, angariou R$ 22,9 milhões. Em 2015, caiu para R$ 12,8 milhões. O Estadão recebeu R$ 18 milhões em 2014 e, em 2015, caiu 10,8 milhões. Folha recebeu R$ 15,5 milhões em 2014 e, em 2015, viu a verba publicitária cair para R$ 13,6 milhões. O Valor perdeu R$ 1 milhão entre um ano e outro.
Em contrapartida, as versões digitais dos quatro veículos receberam mais dinheiro público em 2015. O site da Folha faturou mais que todos: R$ 5,5 milhões, quase o dobro do que recebeu em 2014. Em seguida aparecem O Globo, com R$ 3,7 milhões, Estadão com 3,4 milhões e o Valor, que recebeu mais que todos proporcionalmente: R$ 1,1 milhão, salto de 257% em relação a 2014.
Confira os demais dados aqui.
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Eis aí o motivo da perseguição a Presidenta Dilma, não foi por acaso que o Presidente interino Temer, se aliou de imediato a Rede Globo. Não ao golpe!
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