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Mais combativo e fortalecendo nome, Haddad inicia disputa a 2º turno com mudanças

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Candidato agora aparece explorando sua personalidade e expondo o adversário de extrema-direita a debate democrático: “Ninguém deve chegar à Presidência sem deixar claro o que vai fazer com o país. Sem Fake News e com o contráritório”

Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
Em uma ruptura no tom do discurso, o candidato Fernando Haddad (PT) abriu o confronto direto com seu adversário, o presidenciável da extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), mostrando que a disputa de segundo turno será frente a frente. Após uma série de mobilizações e encontros de Haddad e da candidata a vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), junto a diferentes partidos e movimentos, a chapa alerta contra o tom de violência da campanha de Bolsonaro e de suas propostas e o chama para debater publicamente.
Além de fortalecer os discursos sobre as propostas do plano de governo do PT para esse novo mandato à Presidência da República, como já o fez durante os poucos dias que Haddad teve para assumir a cabeça da campanha, desde que Lula foi impedido, a estratégia da coligação “O Povo Feliz de Novo” é lapidar o nome de Haddad frente à população, mostrando a sua personalidade e batendo de frente com o peso da candidatura de Bolsonaro como risco à democracia.
Nesse sentido, entre as divulgações do candidato do PT, vídeos, entrevistas e atos exaltando as medidas adotadas por ele quando foi ministro da Educação do governo Lula e Dilma, de 2005 a 2012, com a criação de uma série de programas que se tornaram referências nas gestões petistas, como o ProUni, o SiSU, a Universidade Aberta, o FIES, o ENEM, as bolsas de iniciação à Docência, entre outros.
E frente a publicações da imprensa contra a sua gestão em São Paulo, que foram mais repetitivas durante a primeira semana de campanha de Haddad oficialmente como cabeça da chapa, a equipe de campanha também vem respondendo com os avanços obtidos na maior capital do país durante o seu mandato como prefeito entre 2013 a 2016.
Mas a mudança mais visível nas ativivades e respostas do presidenciável do PT desde o primeiro dia de campanha do segundo turno das eleições presidenciais foi a maior combatividade e, ao invés de exaltar repetidamente o governo Lula, passou a fortalecer o seu próprio nome.
Nesse primeiro aspecto, Haddad vem sendo incisivo nas respostas à disseminação dilacerada das chamadas Fake News contra ele, sua família, o PT e contra a vice Manuela. Na Justiça, a chapa conseguiu a derrubada de 68 postagens Fake News, entre vídeos e textos, espalhados pelo Facebook, Twitter, Youtube e Whatsaoo, pelos defensores de Jair Bolsonaro (PSL).
O objetivo de Haddad é mostrar que se boa parte da campanha de seu adversário obteve êxito graças às repercussões pela internet envolvendo o seu nome, parte delas não resistem a um teste de veracidade.
Sobre isso, o candidato falou a jornalistas, na tarde de hoje (10), após um encontro com centrais sindicais pelos direitos dos trabalhadores: “Nós estamos conversando com todas as forças que queiram conter a barbárie”.
Ao ser questionado sobre práticas dele e de seu opositor, Jair Bolsonaro, para evitar a violência, Haddad respondeu: “Primeiro que não há violência da nossa parte, e eu propus um protocolo, sobretudo em relação às Fake News da internet, e ele [Bolsonaro] respondeu de forma completamente agressiva, como é do seu feitio. Eu reitero, nós temos que botar fim à essa escalada de violência.”
O presidenciável também falou que está recebendo o apoio de diversos partidos, além dos que já oficialmente declararam aliança à sua candidatura, mas também de políticos do PSDB, por exemplo, que demonstraram apoiar Haddad em busca de combater a escalada de violência impregnada e movida por Bolsonaro. “Temos que botar fim a essa violência, é demais o que está acontecendo”.
Ainda, sobre o fato de Bolsonaro evitar os debates usando como justificativa o seu estado de saúde, desde que foi atacadado e hospitalizado, Haddad destacou em suas redes sociais que “ninguém deve chegar à Presidência sem deixar claro o que vai fazer com o país”. “Convido meu adversário a debater”, disse:
Ao ser notificado da recomendação médica dada para que Jair Bolsonaro não participe de debates, o candidato do PT retrucou, dizendo que está disposto a “ir na enfermaria que ele estiver”.
“Se tem fake news, vamos tratar isso como adultos. Eu não tenho problema em tratar nenhum tema, mas vamos tratar de forma adulta e não fazendo criancice na internet contando com a boa-fé das pessoas. Muita gente acredita no que recebe no WhatsApp, e no WhatsApp você não tem contraditório, no debate você tem.”
E disse estar disposto a criar todas as condições favoráveis ao estado de saúde de Bolsonaro, mas com o compromisso do candidato da extrema-direita de que ele fale “o que pensa e debater o país”. “Vou falar da forma mais calma possível. Vou falar docemente. Não altero a voz. Nem olho para ele se ele ficar com muito receio. Faço o que ele quiser para ele falar o que ele pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente”, acrescentou.
Nessa linha, o candidato Fernando Haddad deve levar as atividades de campanha nos próximos dias, desenhando alianças e apoios, para estabelecer que a candidatura que está em jogo é uma em nome da democracia contra a da violência.

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