Esporte

Jogador de futebol da Venezuela rechaça tentativa de ataque de repórter brasileiro a Maduro em entrevista


“Estou com a minha família lá, não vejo tanta anormalidade como dizem. Estamos bem. Recebemos em dia” disse o jogador Marco Miers ao site Superesportes em 25/03. Outros jogadores que mantiveram conversa com o repórter também relativizaram a dimensão da crise venezuelana, afirmando que a maioria dos times do país apoiam o regime chavista liderado por Maduro.

Do Diário da Causa Operária

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Embora não tenha no futebol o esporte mais popular do país – o beisebol, o basquete e o Boxe têm mais apelo popular entre os venezuelanos – o futebol do país vizinho vem ganhando destaque no cenário latino-americano, onde recentemente a seleção principal do país chavista derrotou a Argentina pelo placar de 3 x 1. Lembrando que depois do Brasil, os portenhos são a segunda força dentro das quatro linhas no continente latino.

Ainda recentemente a seleção do país bolivariano sagrou-se vice-campeã mundial Sub-20, além de ter derrotado o Brasil no Sul-Americano. Não é pouco para um país cuja seleção sempre foi “saco de pancada” nas competições sul-americanas.

Na Taça Libertadores, o futebol do país vem sendo representado por equipes que, no cômputo geral, têm realizado boas campanhas. Nesta edição de 2019, quatro times disputam a fase de grupos da competição (Zamora, Caracas, Deportivo Lara e Deportivo La Guaira). O destaque do país fica por conta do Deportivo Lara, da cidade de Barquisimeto, que está no Grupo B, juntamente com o Cruzeiro, do Brasil; o Emelec, do Equador; e os argentinos do Huracán. Em sua partida de estreia, o Lara empatou com o Emelec, sem abertura do placar.

A imprensa golpista brasileira – reacionária e direitista até a medula – nunca perde a oportunidade para atacar e golpear o regime político bolivariano da Venezuela, e em particular a figura do presidente constitucional do país, Nicolás Maduro.

Em partida que será válida pela segunda rodada do Grupo, o Deportivo Lara enfrentará o time brasileiro do Cruzeiro, da cidade de Belo Horizonte, em compromisso marcado para o dia 27, quarta-feira.  Para chegar até a capital mineira, no entanto, os jogadores do Deportivo Lara enfrentaram uma verdadeira saga, uma quase aventura, muito em função do criminoso boicote que o país vem sofrendo por parte do imperialismo e dos governos direitistas dos países vizinhos do continente (Brasil, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Paraguai, Equador). O time teve que entrar em quatro voos até chegar ao destino final (Belo Horizonte) para enfrentar o adversário, pois não há voo direto de Caracas para Belo Horizonte.

Em um desses quatro trajetos (Lima/São Paulo), a delegação encontrou no voo o repórter Thiago Madureira, do site Superesportes, que acabou “puxando” assunto com alguns membros da equipe venezuelana. Evidentemente que a temática política entrou na pauta, em razão da crise vivenciada pelo país, motivada pela pressão e as ameaças do imperialismo contra a soberania e a autodeterminação do país.

Em um dado momento, o repórter se dirigiu ao zagueiro Marcos Miers, que é paraguaio e aceitou convite para jogar no país defendendo o time do Lara. Sobre o momento vivenciado pelo país, Marcos disse não ver tanta gravidade. “Eu sei que você é da imprensa, mas tenho que falar: às vezes vocês superdimensionam tudo. As coisas são assim (sinal de pequeno com a mão) e vocês deixam assim (sinal de grande). “Estou com a minha família lá, não vejo tanta anormalidade como dizem. Estamos bem. Recebemos em dia” (site Superesportes, 25/03). Outros jogadores que mantiveram conversa com o repórter também relativizaram a dimensão da crise venezuelana, afirmando que a maioria dos times do país apoiam o regime chavista liderado por Maduro.

O imperialismo e seus lacaios no continente buscam a todo custo desmoralizar, encurralar e deslegitimar o governo constitucional venezuelano, legitimado nas urnas pela esmagadora maioria da população. As massas populares de todo o continente devem manifestar o seu mais veemente repúdio às ameaças de intervenção político-militar do imperialismo e dos regimes subservientes ao “Tio Sam”, organizando protestos em todas as principais cidades dos países, rechaçando a tentativa de recolonização da América e em defesa da soberania e da autodeterminação das nações e dos povos latino-americanos.

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