PREVIDÊNCIA

Valor Econômico: Renda do aposentado cairia a 1/3 com Reforma da Previdência de Guedes e Bolsonaro

Matéria é do Valor Econômico, que ainda salienta ao fim da matéria a fala de Guedes. Se isto ocorrer, daqui a 20 anos podemos ter boom de empregos. Ou seja, matam os que se aposentarem de fome, e os que virão depois, sem ter direito a aposentadoria, sem licença maternidade, sem auxilio doença sem acidente de trabalho, sem FGTS, talvez ganhem como prêmio poderem trabalhar até morrer. E não é piada. Tá no Artigo do Valor Econômico. Leia aí na íntegra:

BRASÍLIA  –  Sem a contribuição patronal, os valores de aposentadoria dos trabalhadores no regime de capitalização ficarão bastante inferiores aos seus salários da ativa. A avaliação foi feita pela Unafisco Nacional, entidade ligada aos auditores fiscais da Receita Federal.O diretor de Defesa Profissional e Estudos Técnicos do Unafisco apresentou aoValor cálculos que mostram que, sem aporte patronal, a renda do trabalhador pode cair de um terço a um quinto do seu valor da ativa quando se aposentar.Utilizando-se de um exemplo no qual o trabalhador ganha três salários mínimos e contribui sozinho com 11% dessa renda, ao final de 35 anos de contribuição, o trabalhador que iniciou seus aportes com 25 anos acumularia R$ 258,5 mil. Nas contas de Silva, que considera uma taxa de juros real de 2,9% ao ano, esses recursos seriam suficientes para bancar apenas sete anos de aposentadoria com os três salários mínimos da ativa.Para ter renda até os 84 anos, considerando a expectativa de sobrevida de praticamente 24 anos para quem chega aos 60 anos, a renda que o montante acumulado permitiria seria de R$ 1,1 mil mensais, praticamente um terço da renda da ativa.Esse cenário sequer considera as taxas de bancos que gerenciaram a conta de capitalização. Nele, considerando 2% de taxa de administração anual e mais 2% de carregamento, o saldo acumulado cairia para R$ 168,7 mil ao final do período de contribuição, bancando apenas quatro anos de salário integral ou uma renda média em torno de R$ 600 até os 84 anos, ou um quinto do valor da ativa.“Essa é a tragédia chilena traduzida em números”, disse Silva. “O sistema não funciona sem a contribuição patronal”, argumentou, dizendo que é o caso de no mínimo se discutir um valor inferior aos atuais 20% que incidem sobre a folha de salários, o que desoneraria o empregador, mas não achataria tanto o rendimento futuro do empregado.A ideia de não cobrar do empregador a contribuição previdenciária no sistema de capitalização é defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele avalia que a medida, se mantida por ao menos 20 anos, poderia gerar um boom de empregos.A intenção dele, contudo, já tem sido alvo de frequentes ataques no Congresso Nacional.

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