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Fechamento da Pirelli em Gravataí acelera desindustrialização do Rio Grande do Sul

O leite derramado sobre o Rio Grande vai azedar a vidas dos gaúchos e apodrecer muitas raízes que ainda poderiam se desenvolver. Entendedores Entenderão.

Nos últimos dias já tivemos o fechamento da DECA/DURATEX, fabricante de Cerâmicas para casas. O Diretor da Fábrica falou que a empresa “investiu em um país que não veio”. O tal país que não veio era a continuidade do investimento do Governo em Infra estrutura, Construção Civil e tudo que vinha sendo os avanços nos Governos de Lula e do PT. No ramo da Industria Cerâmica aliás, um Empresário Gaúcho que também parece ter acreditado neste país que foi abortado pelo golpe, e também produtor de cerâmica para construção, se suicidou na frente do Ministro da Energia e do Governador do Sergipe. Pra quem acha que não tem nada a ver, é melhor ler e ouvir as razões de ambos, do Diretor da Deca e do Empresário Gaúcho que se suicidou. O Brasil afunda e o Rio Grande esta na dianteira, pois começou antes, com Sartori e segue com Eduardo Leite. A NESTLÉ também fechou e é emblemática dos nefastos acordos já assinados por Bolsonaro. Outras muitas fábricas estão fechando. Resta o Comércio e Serviços. Mas Comércio e serviços também vão se indo, conforme o dinheiro vai embora. Sim. Se o Estado não tem industrias, o que é vendido no comércio vem de fora. E gera empregos qualificados, na produção, lá fora. Resultado; o dinheiro aqui vai minguando e também dinheiro para comprar em lojas e contratar serviços vai minguando. A Lava Jato foi o argumento para que o governo golpista fechasse toda a pujante Industria Naval Brasileira que já estava em 4º lugar no mundo. No RS, o Pólo Naval de Rio Grande alavancava a economia no Estado, por causa da exigência do Governo de que pelos menos 40% do conteúdo de plataformas marítimas e navios fossem de produção nacional. Além dos 24 mil empregos diretos em Rio Grande, milhares de empregos em outras empresas produtoras dos conteúdos para o Pólo foram fechadas no Estado inteiro. O RS afunda. E pra ajudar a afundar mais, Eduardo Leite vai vender todo o Setor de Energia do Estado (CRM do Carvão,CEEE-Produtora de Energia Elétrica e a SULGÁS, do gás consumido por boa parte das grandes industrias gaúchas já. Resultado: Com a energia nas mãos das empresas privadas, esta, a energia, já não será mais usada como poder de barganha do Estado para a vinda de mais industrias. O que se avizinha é tenebroso. Os Chineses explorando nosso carvão, poluindo o ambiente, degradando a terra e deixando para o futuro algumas Marianas e Brumadinhos guascas. Também os chineses serão donos da Energia Elétrica e o Gás, bem o Gás ficamos a ver. Triste destino esta reservado ao Rio Grande e aos Gaúchos se não acordarem logo. O tal acordo que Eduardo Leite anuncia é só mais um parafuso a fechar o caixão do futuro do Rio Grande. Muito Triste. Acorda Rio Grande! Acorda Brasil!

No Caso da Pirelli, são 900 empregos diretos. Mais milhares de indiretos, pois os trabalhadores da Pirelli, com salário na mão, compravam serviços e produtos. Sem o salário, vão deixar de comprar. Logo muitos outros vão perder em função deste fechamento.

Leia a Seguir a Matéria de Revista Veja sobre o fechamento da Pirelli

Planta é responsável pela fabricação de pneus para motocicletas e emprega 900 pessoas; atividade será transferida para a unidade da empresa em Campinas (SP)

A Pirelli anunciou o fechamento de sua fábrica (foto) em Gravataí (RS), onde são produzidos pneus para motocicletas há 43 anos (Pirelli/Twitter)

Pirelli anunciou que vai fechar a fábrica de Gravataí (RS), onde são produzidos pneus para motocicletas há 43 anos. A atividade será transferida para a planta de Campinas (SP), que atualmente fabrica o equipamento apenas para automóveis. A unidade gaúcha emprega 900 funcionários. Segundo a empresa, as demissões serão negociadas com o Sindicato dos Trabalhadores.

O processo de transferência da produção deve ser finalizado até meados de 2021. “A operação permitirá a otimização dos processos produtivos e dos fluxos logísticos, inclusive graças à localização favorável da fábrica de Campinas, mais próxima às unidades produtivas das montadoras de carro e moto, e cujo fortalecimento permitirá a contratação de cerca de 300 pessoas até 2022”, informou a Pirelli, em nota. Atualmente a planta paulista emprega 2.000 pessoas

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Artefatos de Borracha de Gravataí, além dos 900 funcionários diretos, outras 300 pessoas devem ser afetadas indiretamente.Veja também

Flávio Quadros, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Artefatos de Borracha de Gravataí, conta que os trabalhadores só souberam da decisão na segunda-feira 13. “O sindicato não sabia, não tinha informação nem imaginava que pudesse vir uma notícia como essa. Na sexta-feira 10, eles ligaram pedindo um reunião, como sempre fazem, e no dia marcado nos informaram da intenção de encerrar as atividades em Gravataí”, afirma ele. “Em outras situações de crise, conseguimos negociar para manter os empregos dos trabalhadores”, acrescenta Quadros.

Segundo ele, a empresa deixou claro que não voltará atrás de sua decisão. Apesar disso, o sindicato passará a entregar ofícios para as autoridades locais, tanto municipais como estaduais, para tentar manter a fábrica na cidade.

Os trabalhadores foram informados que as demissões devem começar a partir de janeiro de 2020.

No mesmo comunicado, a Pirelli também anunciou um investimento no país de 120 milhões de euros (cerca de 530 milhões de reais), entre 2019 e 2021. Além de Campinas, a empresa pretende investir em sua outra planta, em Feira de Santana (BA), e nos pneus “high value”, projetados em parceria com as montadoras do chamado segmento prestige, que inclui marcas como Ferrari, Rolls Royce, Porsche, Aston Martin, MacLaren, entre outras.

A fábrica de pneus para caminhões que opera nas mesmas instalações que a Pirelli, em Gravataí, e pertence à Prometeon -que também adquiriu a filial da Pirelli de Santo André- será mantida.

De janeiro a março, o mercado total de pneus no Brasil registrou queda de 2% ante 2018, para 14,3 milhões de unidades. Já a venda de pneu para motos cresceu 6%, para 2,46 milhões de unidades, segundo a Anip, entidade que reúne empresas do setor.

(Com Estadão Conteúdo)

Um pensamento sobre “Fechamento da Pirelli em Gravataí acelera desindustrialização do Rio Grande do Sul

  1. A incompetência do passado não pode ser resolvido de uma hora para outra, e os empresários fazem de tudo pra achar um culpado, em vez de achar uma solução.

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