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A tragédia por vir: Na presidência da UE, Portugal mostra preferir Índia ao Mercosul e nem cita o Brasil

Bolsonaro e Guedes estão levando o Brasil ao isolamento. Mercados que havíamos ganho estão escapando entre os dedos por conta da loucura bolsonarista e o desvario econômico de Guedes. A conta desta loucura em que o Brasil entrou depois do golpe de 2016, será paga pelo povo, com desemprego, fome e miséria: Leia o artigo a seguir, Do Valor Econômico e tire suas próprias conclusões.

Portugal assumiu a presidência rotativa da União Europeia (UE) dando mais visibilidade à relação europeia com a Índia do que com o Brasil ou Mercosul, numa demonstração de sua prioridade nos próximos seis meses. Em 37 páginas de programa na presidência da UE, Portugal cita a Índia oito vezes, o Mercosul, duas vezes e o Brasil, nenhuma. Um representante de Portugal, no fim do ano passado, ao apresentar as prioridades portuguesas, num debate no European Policy Center, um think tank em Bruxelas, não citou o Mercosul uma só vez. Portugal aposta em particular na possibilidade de um acordo de proteção de investimentos entre a UE e a Índia. Para isso, os europeus vão realizar uma cúpula com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi em maio, na cidade do Porto. Com o Brasil não há nada na agenda, apesar de a parceria estratégica com a UE prever uma cúpula a cada ano. A última foi em 2014, com Dilma Rousseff. A UE comprou parte da narrativa do PT sobre golpe de Michel Temer e não voltou a realizar o encontro. Agora, tudo indica que também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, não querem ou não têm pressa em se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, visto na Europa como uma figura tóxica. A crítica do comissário de Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, ao que chamou de “imagens vergonhosas do Brasil” em meio à pandemia, ilustra como o país é visto no momento na Europa. O comentário de Gentiloni ocorreu em um momento em que o Brasil registrou aglomeração nas praias, incluindo a provocada por Bolsonaro no litoral paulista. Para o Mercosul, Portugal diz que vai buscar “contribuir para criar as condições para a assinatura do acordo EU-Mercosul”. Certas fontes concordam que é possível que Portugal faça um esforço para chegar no fim do semestre com o acordo UE-Mercosul na agenda do Conselho da UE, em nível de ministros. Mas o cenário é difícil. Outro elemento novo é o acordo de investimentos que a UE fechou com a China no fim de 2020. Não está claro se esse acordo e o da UE-Mercosul vão tramitar em paralelo ou competirão para eventual aprovação no Conselho da UE e no Parlamento Europeu. De um lado, o acordo com a China desperta resistência na Europa em razão de direitos humanos. E no acordo UE-Mercosul o problema é a questão da proteção ambiental no Brasil. Certo mesmo é que a Alemanha encerrou sua presidência da UE, de seis meses, jogando todas as fichas no acordo de investimentos com a China. Isso quando a expectativa inicial era justamente de que a chanceler Angela Merkel abriria o caminho para o acordo UE-Mercosul ser aprovado. O acordo com a China é considerado muito mais importante do que com o Mercosul. A atração política e econômica é maior: trata-se da entrada de empresas europeias na China. No Mercosul, elas já estão presentes. Enquanto com o Mercosul a chanceler Merkel freou o ímpeto pela assinatura do acordo, com a China ela correu riscos e enfrentou os parceiros para fechar o compromisso. A Alemanha é o país europeu que tem a maior vantagem econômica em um tratado com a China. A indústria automotiva alemã em especial espera importantes ganhos no mercado chinês.

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