Porto Alegre/privatização

Dinheiro desviado da Carris, foi para campanha do PMDB, diz Promotor. Agora Melo quer “privatizar” a empresa. Ai tem!!

A matéria que saiu no Correio do Povo e publico na íntegra a seguir, é ilustrativa do que aconteceu nos últimos 10 anos na CARRIS, onde apadrinhados do PMDB do então Vice-Prefeito Sebastião Melo foram nomeados “gestores”. E foi nos últimos 10 anos, por que antes disto, por 139 anos a CARRIS de Transporte Público, Fundada por Dom Pedro II, prestou ótimos serviços aos Porto Alegrenses, e NUNCA havia tido prejuízo. Quem narra isto também não é este blogueiro. É o Jornal do Comércio.

Trabalhadores da CARRIS revelam que nos últimos 10 anos a Gestão da Empresa foi recheada por CCs (Cargos de Confiança) de fora da empresa. CCs são nomeados pelo Prefeito. Ele pode colocar ali gente que conhece a Empresa para bem administrá-la ou colocar ali os “amigos”. Parece que estes últimos 10 anos os Prefeitos e Vices que passaram pela Capital optaram por colocar ali seus cupinchas e não necessariamente bons gestores.

A CARRIS não pode e não deve ser vendida. Ela tem é que ser bem gerida que aí, além de ser uma ótima Empresa de Transporte Público, atender linhas que as empresas privadas não querem e ainda assim dará lucro, como deu durante 139 anos. Simples assim.

Segue a Matéria do Correio do Povo na íntegra. Para ler a original, basta clicar no link:

Ex-servidor usou documentação de criança morta para fraudar a Carris

Carro apreendido está no nome da criança falecida em 1961
Carro apreendido está no nome da criança falecida em 1961 | Foto: Ministério Público / Divulgação / CP

O ex-servidor da Carris, investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, utilizou a documentação de uma criança, de 3 anos, que morreu em 1961, para desviar mais de R$ 1,7 milhão da Carris. As fraudes ocorreram entre agosto de 2015 e janeiro 2017.

As indenizações pagas eram por acidentes envolvendo a Carris que tinham ocorrido após a morte da criança, que nasceu em 1958. “Ele criou indenizações artificiais para que a Carris efetuasse o pagamento. Foram indenizações inexistentes”, ressaltou o promotor de Justiça Flávio Duarte.

De acordo com o Ministério Público, o nome usado na falsificação foi escolhido aleatoriamente pelo investigado em uma lápide no cemitério São Miguel e Almas. “Ele disse que escolheu alguém com data de nascimento próxima a sua”, explicou o promotor.

Segundo Duarte, inicialmente os valores das indenizações foram repassados para a conta da pessoa falecida e depois transferido para a conta bancária de familiares e amigos do ex-servidor. O dinheiro foi usado ainda para compra de veículos, joias e doações eleitorais. “Detalhes das doações estão em sigilo. Mas todos os valores foram repassados para o mesmo partido, para o PMDB”, ressaltou Duarte.

O homem, que não teve identidade revelada, atuava em um cargo comissionado no departamento financeiro da Carris. “Ele se aproveitou da função para fraudar uma série de documentos que justificavam os pagamentos de indenizações para pessoas artificiais”, explica o promotor. Os cheques, assinados pelo presidente da Carris à época, estavam no nome da criança falecida.

As fraudes foram descobertas pela atual gestão da Carris, que suspeitou das irregularidades e acionou o Ministério Público. Nesta quarta-feira, o MP, com a Brigada Militar, realizou mandados de busca e apreensão na casa do suspeito, na residência da filha dele e na oficina de um dos filhos. Nos locais, foram apreendidos joias, relógios e documentos. A ação também sequestrou vários veículos, todos adquiridos com o dinheiro da fraude.

A promotoria acredita que outras pessoas estejam envolvidas nos devios, devido à complexidade do caso. Contudo, o homem – em conversa informal – assegurou ao MP que teria feito tudo sozinho. Durante o mandado de busca, os agentes encontraram na carteira do suspeito um cartão de crédito no nome da criança. “Ele disse que era de um amigo”.

A investigação apontou ainda que o ex-servidor fez a documentação falsificada da criança em 1995, em Santa Catarina. Por isso, o MP não descarta que outras fraudes tenham sido cometidas pelo investigado. “Nesse período (de 1995 a 2015), podem ter sido utilizados os mesmos documentos para cometer outras fraudes”, ressaltou o promotor.

Até aqui a matéria do Correio do Povo.

Mas a treta saiu também na Zero Hora. O fato é, que com Melo eleito, a turma da grande mídia que torce pra que tudo seja privatizado, silenciou .

Resumindo; Os mesmos que provocaram Prejuízo e sucatearam a Empresa pelos últimos 10 anos, agora querem vender ela, ou pior ainda, entregar para as empresas privadas as linhas que dão lucro. Logo, tudo que dá lucro fica com os empresários. E quem paga pelas linhas que não dão lucro? Ou tiram as linhas, ou colocam a CARRIS PÚBLICA. foi o que fizeram com 20 linhas em 2020. Mas eles querem as que dão lucro. Mas se dão Lucro, deixa pra Carris, por que aí, bem gerida, com o Lucro das linhas lucrativas, investe para que também as não lucrativas possam continuar atendendo o povo. É assim que foi por 139 anos. Mas aí chegaram os “apadrinhados” do PMDB do Melo e começaram a botar a mão. Só tirando os apadrinhados, e é quase certo que já não haverá mais prejuízo. A partir daí, com boa gestão, ela vai atender bem o povo, que é para o que ela é feita, e ainda dar lucro.

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