privatização/Rio Grande do Sul

Sobre a Posse do Eduardo Leite: O amor é lindo… mas não quando é cortina de fumaça pra escandalosa privataria

O termo PRIVATARIA mescla as palavras privatização e pirataria,[1] que foi utilizado inicialmente para descrever o processo de privatizações de empresas estatais iniciado pelo governo do presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso (19952002) por Elio Gaspari

Na sua ânsia por chegar a Presidência da República, Eduardo Leite já fez varias menções e aparições com seu marido para reafirmar que é gay.

A cada vez que Leite cita e mostra o marido, ele ganha inclusive olhares e comentários plácidos de setores da oposição : “Governador de coragem” escreveu um prócer oposicionista gaúcho, por que o Eduardo Leite fez de novo o que já fez várias vezes desde que tentou passar a perna nos tucanos: Se valer de sua condição de ser gay como cortina de fumaça pra escandalosa privataria que promove no RS e que num futuro próximo os gaúchos vão perceber no aumento contas mensais que receberem.

Coragem de vender (entregar) a CEEE por míseros R$ 100 mil ele teve. E agora numa treta sem tamanho, tenta a todo custo vender a CORSAN por 10% do que ela vale. No apagar das luzes de 2022, fez o Governo recorrer e atropelar até decisões sensatas decisões do judiciário que davam mais tempo para realizar o Leilão. Teve que a Ministra Rosa Weber intervir e sustar o vergonhoso processo de venda da CORSAN, que é óbvio que tem rolo, como bem denunciou o SINDIÁGUA no vídeo que deve continuar a ser repercutido.

E anunciou que vai dar um jeito de vender o poder acionário majoritário do BANRISUL também.

E como pouco se fala nela, com mais uma fotinho do “amor corajoso”, vai passar nos trocos também a PROCERGS, com todos os dados de todos os cidadãos gaúchos. E com muita coragem vai passar a pagar pelos dados dos gaúchos que foram coletados e armazenados pelo próprio Governo por décadas.

Na verdade ele não tem “coragem”. Ele tem é a esperteza de saber que o tema da identidade, no caso gay, entretém bastante uma parte da turma que deveria aproveitar inclusive atos como o de posse do privateiro para demonstrar a discordância com o crime de Lesa Estado que é a venda de empresas e setores estratégicos do Estado, como a água, a Energia e o Processamento de dados.

Na sua posse, ao que consta na mídia, não expressou abertamente que vai vender nada. Mas como sabemos, se deixar ele vende…e por bagatela.

Parece que no discurso falou sobre educação. Destruiu a Educação o que deu, deixou sucateada e agora vem a fórmula mágica: “vamos investir na Escola. Aqui a cortina de fumaça é a condição péssima de centenas de escolas pelo RS, e funcionários ganhando pouco mais que o Salário Mínimo, pra dizer que vai melhorar. Mas quem deixou ficar como esta?

Uma atualização necessária as 17 horas de 03/01/2023 por conta de questionamentos de leitores que recebi:

E fica claro o que ele pretende com sua narrativa identitária nas manchetes da Grande mídia guasca e tupiniquim: No Estadão: Eduardo Leite toma posse no RS acompanhado do namorado e rebate ataques homofóbicos em discurso e no Correio do Povo: Leite se declara ao namorado e provoca adversário no RS.

Pros desavisados, antes de ser Governador, Eduardo Leite, assim como outros políticos e juízes do Pampa e do Brasil, estiveram por bom tempo no EUA “fazendo cursos e se preparando para a gestão”. Com a Guerra Hibrida acontecendo diuturnamente, alguém acha mesmo que é “corajoso” ou foi estratégia política o discurso do Governador?

Vamos combinar, que se ele falar em privatizações, em aumento do preço de serviços públicos, etc… a repercussão não seria a mesma.

Ah, mas ele faz isto na nossa sociedade gaúcha, que é conservadora, etc… Bobagem. Ele já se elegeu Governador de novo, coisa que aliás ele disse que não faria, e já não será mais candidato aqui. Toda a narrativa agora é pra se alçar como candidato a Presidente em 2026. E a estratégia para isto inclui discursos, aparências e…privatizações, pra que ele possa ter o apoio dos neoliberais vendilhões que foram ludibriados por Leites, Dórias e Aécios nos últimos anos.

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