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Retrospectiva 2024 do Governo Leite: Nada é tão ruim que não possa piorar

Reproduzo na íntegra, fio de tuites do Deputado Estadual @MiguelSRossetto mostrando que muito do que os gaúchos enfrentaram em 2024 poderia ter sido evitado. E outros Atos cometidas pelo Governador na Educação e outras áreas, só tendem a piorar a situação do Estado e dos gaúchos em 2025 e nos anos seguintes

Janeiro

O Rio Grande do Sul passou por mais de um evento climático extremo e, como resultado, mais de um milhão de pessoas ficaram sem luz em janeiro. Na época, Leite chegou a defender publicamente a Equatorial em uma manobra para barrar nosso pedido de CPI da CEEE Equatorial e da RGE na Assembleia. 

Fevereiro

Eduardo Leite recebeu os governadores que mais se alinham a sua forma de governar para o encontro trimestral do Consórcio de Integração Sul e Sudeste. Além de Leite, estavam presentes os bolsonaristas Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Jr. (PR), Claudio Castro (RJ) e Zema (MG).

Neste mesmo mês, vendeu o Cais Mauá para uma empresa com apenas R$ 10 mil de capital social, em lance único. 

Março

Em março, Leite achou uma boa ideia propor o aumento dos impostos dos produtos da cesta básica do Rio Grande do Sul. Eduardo Leite pretendia aumentar o preço dos alimentos no estado que já tem uma das cestas básicas mais caras do país. A proposta absurda fez com que o governo Leite sofresse uma grande derrota no parlamento estadual.

Derrota de Leite, vitória do povo gaúcho. 

Abril

Eduardo Leite apresentou um novo pacote para aumentar o ICMS. Desta vez tentou chantagear os deputados. Afirmou que se a Assembleia não aprovasse o aumento, incluindo os produtos da cesta básica, retiraria benefícios fiscais de mais de 60 setores empresariais. No mesmo mês, Leite sancionou lei que flexibiliza o código estadual de meio ambiente, ignorou os alertas climáticos que previam o início das fortes chuvas e não realizou uma única medida para salvaguardar a vida de gaúchos e gaúchas.

Terminou o mês com um vídeo dizendo que “não era o homem do tempo”. 

Maio

Leite foi alertado, ignorou e o RS foi inundado. Quando questionado sobre as previsões da tragédia, disse que “estudos alertaram, mas o governo também vivia outras agendas’. De fato, as agendas do governador eram bastante claras: aumento no preço de alimentos e destruição das leis ambientais.

Eduardo Leite foi negligente. Entre a cooperação e o conflito, desde o primeiro momento, Leite escolheu o conflito com o governo Lula. virou um comentarista das ações federais. Reclamou muito e não fez quase nada.

Leite terminou o mês reclamando que doações às vítimas das chuvas estariam prejudicando o comércio local… 

Junho

Enquanto Lula, em sua quarta agenda no RS, anunciava novas medidas do governo federal para famílias atingidas pelas chuvas, Leite continuava apenas reclamando e cobrando que o Lula resolvesse.

Em junho, Leite retirou famílias atingidas pela enchente de um prédio estadual desocupado há 10 anos. Mais de 100 pessoas, incluindo crianças, foram retiradas pela brigada num domingo chuvoso, sem terem pra onde ir. 

Julho

Eduardo Leite lançou consulta pública sobre privatização de escolas estaduais. Por 25 anos, empresas privadas serão responsáveis pela infraestrutura e gestão administrativa de 99 escolas estaduais em 15 municípios gaúchos.

Leite aumenta a pior crise da escola pública do Rio Grande do Sul. 

Agosto

Aqui a atenção de Leite se voltou para a eleição de 2026, quando se autointitulou “centro radical” como alternativa entre a direita e a esquerda. Enquanto isso, quase R$ 900 milhões estavam parados no governo do estado porque Leite não havia instalado o fundo estadual para a reconstrução. Destes, R$ 783 milhões, só da suspensão da dívida do estado com a União. 

Setembro

A fumaça das queimadas expôs a falta de dados e conflito de informações sobre a qualidade do ar no estado. Estações públicas da capital foram desativadas pelo governo estadual. O índice de poluição é calculado por empresas privadas somente na Região Metropolitana. Eduardo Leite mais uma vez não tomou qualquer medida. 

Outubro

Lula investiu R$ 426 milhões no Salgado Filho e o governo do estado nada. Em outubro, depois de seis meses só reclamando do governo federal, Leite foi aparecer na foto.

O que mesmo Eduardo Leite fez para aparecer na foto reabrindo o aeroporto? 

Novembro

Mais uma vez, Eduardo Leite apresenta um orçamento ilegal para ser aprovado na Assembleia. Para 2025, Leite retira R$ 1,4 bilhão da Saúde e R$ 3 bilhões da Educação. Negligencia a questão ambiental e, mesmo após as enchentes, não apresenta orçamento para enfrentar as mudanças climáticas. De novo, não equipa a Defesa Civil e esquece a proteção do Pampa e da Mata Atlântica.

Mesmo com campanhas para os gaúchos estimularem a economia local após as enchentes, Leite faz uma licitação às pressas para compra de uniformes para a rede estadual de ensino. Nenhuma empresa gaúcha vai ter acesso aos R$ 400 milhões que serão investidos. 

Dezembro

Leite enfraqueceu a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos delegados do Rio Grande do Sul (Agergs). Subordina ao governo justamente a agência que deveria fiscalizar os serviços prestados ao povo gaúcho. Estamos falando do péssimo serviço de energia elétrica, em especial da Equatorial, pedágios caríssimos, e o serviço de abastecimento de água da Corsan que ele mesmo vendeu. 


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