Diversas empresas argentinas integraram o sistema, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, e oferecem cotação abaixo do dólar do cartão se a movimentação for em PIX
O PIX é um meio circulante, ou seja, é como se fosse Dinheiro. É o que o Presidente Lula reafirmou em Medida Provisória, depois do ataque de golpistas contra a fiscalização sobre este meio, assim como é feito com o Real, outro meio circulante da economia.
E se muitos acreditam que o PIX só movimenta pequenos valores, que alias, nem seriam atingidos pela fiscalização, o uso que os argentinos estão fazendo dele aqui no Brasil, é um exemplo de que os valores muitas vezes não são baixos não.
“Durante o mês de dezembro, o bilhete médio dos argentinos que recebeu o Pix no Brasil ficou em 77 dólares por compra (R$ 440,00) desafiando o clichê de que é um meio de pagamento usado apenas para pequenas transações, como uma caipirinha na praia”, disse fontes da KamiPay, segunda análise feita pela Fintech com base nas dez empresas com maior volume no período. (Extrato de matéria de La Nacion, que reproduzo na íntegra neste artigo)
Aliás, são justamente as Fintechs, bancos virtuais, que eram o objetivo principal da mudança na Fiscalização, por que elas operam muito com PIX e não são alcançadas pela fiscalização exercida sobre os demais bancos. Pena que o Governo não soube se comunicar, e acabou sendo vítima de ataques nas redes com muita mentira e fake news.
Segue matéria do La Nacion republicada no O Globo, pra mostrar que os Argentinos, mais do que nós, já compreendem o PIX como meio circulante, a ponto de ele ter valor diferente do Real diante da Moeda Argentina.
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A concorrência das carteiras digitais mudou-se para as praias do Brasil . Em busca de oferecer a melhor taxa de câmbio (e sem a sobretaxa de 30% que o cartão de dólar tem), neste verão vários aplicativos argentinos lançaram uma função para que os turistas que viajam ao país vizinho possam pagar seu consumo por transferência ou QR Código. Só na primeira quinzena de janeiro foram registrados mais de 8 milhões de dólares em transações.
A escolha pela qual o Brasil se tornou o país onde as carteiras virtuais se estendem além da fronteira não foram extraídas. Em 2020, o Banco Central do Brasil lançou o Pix , um método de pagamento instantâneo para facilitar transferências de dinheiro rápidas e gratuitas entre contas bancárias e aplicações digitais. Originalmente, ele foi criado para usuários brasileiros e acabou tornando o meio de pagamento mais utilizado, inclusive em cartões de débito e crédito.
Porém, neste verão, empresas argentinas como Belo, Cocos, Fiwind, Lemon, Plus e Takenos aderiram à infraestrutura e integraram seus sistemas ao Pix, solução oferecida pela KamiPay. Os aplicativos buscam atrair consumidores com a cotação. Eles convertem automaticamente pesos em reais, com uma taxa de câmbio um pouco superior ao MEP (1.190 dólares) ou à criptomoeda estável Tether (1.219 dólares), mas bem abaixo do dólar do cartão (1.380 dólares no Banco Nación).
“Durante o mês de dezembro, o bilhete médio dos argentinos que recebeu o Pix para comprar roupas no Brasil ficou em 77 dólares, desafiando o clichê de que é um meio de pagamento usado apenas para pequenas transações, como uma caipirinha na praia”, disse fontes da KamiPay, segunda análise feita pela fintech com base nas dez empresas com maior volume no período.
Para a empresa, houve um “comportamento inesperado”. Vestuário posicionou-se como categoria líder no último trimestre do ano passado e concentrou 37,08% do faturamento. Os argentinos optaram por comprar marcas como C&A, Adidas, Puma, Nike, Grupo SBF e Iguasport. Seguiram-se os setores de hotelaria, gastronomia e transportes.
Com a chegada de janeiro, esta opção de pagamento tornou-se ainda mais popular, de acordo com os dados compartilhados por cada uma das carteiras digitais. A corretora Aa Cocos lançou o recurso no início deste mês e já processou 225.520 pagamentos, uma média de 30 mil pagamentos por dia ou uma transação a cada três segundos. Em volume, totalizaram 8,2 bilhões de pesos nessas duas semanas, o equivalente a cerca de 7 milhões de dólares.
“A Cocos experimentou um crescimento explosivo, refletindo o impacto desta solução inovadora no mercado, abrindo mais de 65 mil novas contas desde a integração do Pix. Superou em muito o registro anterior de abertura de contas correspondente a 2024”, afirmaram. O maior número de transações foi feito em Florianópolis, com quase o dobro de pagamentos que o Rio de Janeiro.
Cerimônia foi realizada ao ar livre e contou com a presença da filha mais velha do ex-nadador, da atriz e chef Isabella Scherer
A carteira criptográfica Lemon também possibilitou pagamentos com Pix no dia 2 de janeiro, e, até o momento, foram processados pagamentos no valor equivalente a 1,2 milhão de dólares. 80% do total de pagamentos foram feitos em pesos argentinos e 20% optaram pelo uso de criptodólares (USDT), com gasto médio de R$ 200 reais por compra (cerca de 40.800 pesos).
Por outro lado, no último mês, a aplicação Takenos registou um saldo equivalente a mais de 240 mil dólares, sobretudo em áreas como hotelaria (42%), gastronomia (25%), transportes (17%), compras (11%) e despesas diversas (5%). Enquanto isso, a Fiwind somou um milhão de pagamentos com Pix e, nos últimos quatro meses, aumentou o número de operações em 400% em relação ao mesmo período do ano passado.
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