“O monstro despertou, como alertou Luis Nassif . E Não é exagero.
O que estamos vendo com o Caso Master no Supremo Tribunal Federal, a saída forçada de Dias Toffoli da relatoria, a ascensão de André Mendonça e a onda de escutas clandestinas e vazamentos contra ministros do STF e suas famílias — carrega todos os ingredientes da velha Lava Jato.
Só que esta Lava Jato 2.0 esta direcionada contra o próprio Supremo que ousou colocar freios na primeira versão do esquema. E o mais grave: a operação parece calibrada para o ano eleitoral de 2026.
O gatilho foi o Caso Banco Master. Uma investigação sobre fraudes financeiras que, sob relatoria de Toffoli, ganhou contornos de proteção institucional: o ministro determinou que todo material apreendido fosse recolhido diretamente ao STF, impôs sigilo máximo e centralizou perícias e depoimentos na Corte. Medidas vistas por muitos como necessárias para evitar vazamentos e politização.
Mas bastaram mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro — nas quais o banqueiro e seu cunhado tratam de negócios envolvendo empresa da família Toffoli — para que a pressão midiática e institucional explodisse. Toffoli foi obrigado a deixar a relatoria. Por unanimidade, os ministros redistribuíram o caso. O sorteio caiu para André Mendonça.
Aqui começa a segunda fase, ainda mais reveladora. Mendonça, em poucas horas, reverteu parte das restrições de Toffoli: retomou o “fluxo ordinário” de perícias e depoimentos pela PF, baixou o grau de sigilo e… promoveu uma alteração crucial. Decidiu que o acesso às informações do inquérito fica restrito apenas aos agentes diretamente designados. Superiores hierárquicos, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não têm mais prerrogativa automática de serem comunicados de cada ação ou de acessarem os autos sem vínculo formal.
Traduzindo: o relator, um bolsonarista convicto, acaba de blindar a investigação contra o chefe da PF nomeado pelo governo Lula.
Quem controla os vazamentos controla a narrativa — lição aprendida na Lava Jato 1.0.
E o controle agora parece estar nas mãos de quem sempre soube usá-lo.
Paralelamente, explode a operação de vazamentos contra o próprio STF. Servidores da Receita Federal são alvo de buscas e apreensões autorizadas por Alexandre de Moraes após acessos ilegais a dados fiscais de ministros e familiares — inclusive da esposa de Moraes, Viviane Barci.
Os vazamentos foram usados para fabricar “suspeitas artificiais”, nas palavras do próprio Moraes e da nota oficial do STF. Grampos clandestinos, conversas vazadas de reuniões reservadas da Corte, histórias plantadas sobre supostos “conflitos de interesse”… O modus operandi é idêntico ao de 2014-2016: delegados da PF em parceria direta com veículos de imprensa, seletividade cirúrgica nos vazamentos, criação de clima de suspeição generalizada contra as instituições que ousaram resistir ao lavajatismo.
Luís Nassif não hesita em chamar as coisas pelo nome. No artigo“O monstro despertou: começa a Lava Jato 2”, ele aponta o Caso Master como estopim perfeito: um caso com desdobramentos por todos os poros da República, que permite direcionar a cobertura jornalística e as investigações via vazamentos controlados.
“Quem controla os vazamentos controla a narrativa”, resume Nassif. E hoje essa narrativa mira o STF — exatamente os ministros que, como Toffoli e Moraes, lideraram o contraponto aos abusos da primeira Lava Jato.
Cargos-chave já estão ocupados por nomes alinhados ao antigo esquema: Mendonça na relatoria, uma 2ª Turma com dois indicados por Bolsonaro, Cármen Lúcia no TSE, etc. O terreno está preparado para 2026.
Não se trata de defender banqueiros ou supostos esquemas. Trata-se de perceber o padrão: a Lava Jato original destruiu reputações, anulou eleições e quase entregou o país a um projeto autoritário sob pretexto de combate à corrupção.
Quando o STF reagiu, o monstro foi adormecido. Agora ele acorda, mais sofisticado, usando o mesmo manual: PF + mídia + vazamentos seletivos + pressão para que o Judiciário “se limpe” — ou seja, se submeta.
A troca de Toffoli por Mendonça, as alterações processuais que retiram do atual diretor da PF a prerrogativa de ser informado de cada movimento, os acessos ilegais a dados de familiares de Moraes e os grampos que voltam a assombrar o Supremo não são fatos isolados.
São peças de uma engrenagem que já conhecemos. O monstro não morreu em 2019. Ele apenas hibernou.
E o Brasil, mais uma vez, corre o risco de assistir passivamente à repetição da história — só que, desta vez, com o alvo sendo o último bastião que ainda se colocou contra o arbítrio.
A vigilância democrática não pode ser seletiva. Ou defendemos o devido processo legal para todos — inclusive para ministros do STF — ou aceitamos que o lavajatismo 2.0 devore, desta vez, o que restou das instituições.
O relógio está correndo. E o monstro já está solto.
Em 27 de Janeiro este blog escreveu:
Mas o que houve foi a adesão de parte de sites e influenciadores ditos “de esquerda” a narrativa que desde o começo já sinalizava o que era: Um noco golpe em andamento. E levou no bico até gente do PT. E tome criticar o Toffoli e aderir a narrativa que tem por objetivo desgastar a Instituição. Este humilde blogueiro aqui desde o começo apontou o que era. E eu não estava só. Luis Nassif e outros também enxergaram e começaram a mostrar. Mas o Cerco ao STF no caso Master já estava armado.
Agora, se o PT e a esquerda seguirem achando que basta gerir bem o Estado e transformar isto em noticias pra mídia e pras redes sociais, é o suficiente, é melhor acordar logo pra vida real. Querem desmoralizar o STF desde já, pra golpear a Nação em 2027. De novo!!
Ou traçamos as estratégias pra Guerra, ou a Derrota virá de novo, como aquela guerra que iniciaram em 2013 e terminaram em 2016 com o Golpe contra a Dilma.
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E o que é pior: O “Terrivelmente Evangélico” já liberou o Dono do Banco Master de comparecer à CPI. Agora a esquerda tem que se unir ou o Golpe se consuma…
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